Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de agosto de 2015

A CULPA TERMINA COM OS POLÍTICOS, MAS ONDE ELAS NASCEM ?

As teses abrangem um grande rol de explicações:
- Fomos uma colônia de exploração, enquanto a America do Norte foi colônia de povoação
- Somos um país de clima quente e tropical que não favorece o trabalho duro
- Somos um país de abundante riquezas minerais e terras férteis, propiciando atividades agro-minerais que requerem pouca qualificação da mão de obra, mas muita concentração de poder
- Somos uma país sem histórico de guerras, até nossa independência foi comprada
- Fomos o último país do continente a abolir a escravidão
- Foi a ditadura...
- Foi a monocultura do café...

Temos muitas e possíveis justificativas para nos encontrarmos onde nos encontramos. E onde nos encontramos ?

Num país confuso, analfabeto científico, subdesenvolvido, corporativista, socialista disfarçado, orgulhoso do futuro, culturalmente ressentido e preso numa armadilha estatista de penúltimo grau.

As idéias já vêm erradas desde o nascedouro.

A academia, dependente de verbas e/ou de licenças oficiais, com um quadro docente egresso de universidades públicas e/ou com pesquisas financiadas pelo erário, são igrejas pregando contra o capitalismo e o livre mercado. Desenvolvimentista, keynesianos, socialistas, marxista, social-democratas, comunistas, bolivarianos, todos, hipócritas, incapazes de sequer tomar conhecimento do que estão criticando e testar hipóteses contrárias.

O poeta e filósofo francês Paul Valéry disse: "a melhor forma de realizar os sonhos é acordando". O problema é que aqui, como diz nosso hino estamos "deitado eternamente em berço esplêndido" e o vislumbre da realidade nos parece muito realista para ser encarado.

A classe artística, que tanto se orgulha de ter brigado para por fim a ditadura militar, anseia por nos meter na ditadura do proletariado (até agora só chegamos na do PTetlariado). Num misto de romantismo dramático com conhecimento raso dos fundamentos econômicos, desfilam seus rostos bonitos e mentes vazias nos eventos e palanques esquerdóides dos políticos mecenas, que os seduzem com fala manda, retórica rebuscada e patrocínios polpudos.
Gostam, por força da profissão, de um espelho e este tem que lhe mostrar a imagem de um "justiceiro social" para dar paz à consciência que deita, come e se veste nos hotéis 5 estrelas e mansões luxuriantes que só o capitalismo proporciona. O talento nas artes parece estar inversamente correlacionado com a perspicácia do cálculo macroeconômico.

Jornalistas (e internautas, tuiteiros e blogueiros) formam a infantaria desta guerra contra a destruição criativa da economia globalizada. O poeta e naturalista americano Henry David Thoreau disse que "não é que você olha que importa, mas sim o que você enxerga". 

Os jornalistas vêem um Brasil nas ruas, favelado, violento, desigual e sujo, sem filtros e estabelecem conexões diretas e simplistas: "A culpa é do Brasil rico, encastelado, educado e limpo da zona sul". O jogo é de soma zero e o público percebe por contrastes. O grosso da audiência gosta de se ver vitimado na tela - nada mais terapêutico do que ver no jornal das 20h e na novela do horário nobre que a culpa são dos outros

A foz do rio apenas desagua no mar a água que recebe na nascente. A classe política é a foz. O cálculo aqui é eleitoral e a moeda é o voto. As idéias mais fáceis de aceitar são àquelas que encontram abrigo nas crenças que carregamos (nos ensina a economia comportamental). O povo ressoa o que recebe - na boca do caixa da CEF de uma "bolsa assistência" qualquer do Estado e dos seus conselheiros e ídolos favoritos (da revista, do jornal, da escola ou da televisão). Pronto está fechado o ciclo da desgraça.

Marx disse certa vez que "Se a essência e a aparência das coisas coincidissem, a ciência seria desnecessária". Estamos construindo todo um edifício institucional no Brasil usando como cimento idéias baseadas nas aparências.

Hume nos chamava atenção quando dizia: "À primeira vista, nada pode parecer mais ilimitado do que o pensamento humano, que não apenas escapa a toda autoridade e a todo poder do homem, mas também nem sempre é reprimido dentro dos limites da natureza e da realidade"

A realidade merece toda nossa devoção e paciência, desde seu nascedouro, para começaremos a virar este jogo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

PREFERÊNCIA PELA IDIOTICE


  • Entre ler uma entrevista do novo ministro da Fazenda e uma notícia da nova contratação do Flamengo, a segunda ganha de 10 x 0;
  • Um canal passando Big-Brother e outro sobre a CPI do Petrolão, qual você acha que terá mais ibope?
  • Entre saber qual o novo namorado na Marquezine ou puxar uma conversa sobre o protecionismo brasileiro e a constante leniência deste governo com a inflação, quais as chances de sermos ouvidos caso optemos pelo segundo tema ?
E tal padrão de preferência se repete em assuntos referente à política, à história, à economia, ao direito ou à filosofia quando confrontados com fofoca, novela, futebol ou video-game. 

Não sei a resposta para tal puzzle, mas sei as conseqüências: Mais alienação, mais cidadãos sendo bovinamente enganados, mais corrupção e mais exploração. Em suma, o mundo sendo tomado por idiotas !!



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A TOLA ILUSÃO

Não é porque esta entalhado em ouro na rocha mais dura encontrada na natureza, ou por estar escrito num documento chamado constituição que o governo "protegerá o direito de seus cidadãos" que automaticamente esta assegurado tal objetivo.

Afinal de contas estamos falando de seres humanos aqui, estejam eles trancafiados numa prisão, isolados numa ilha deserta, sentados numa cadeira presidencial de uma empresa ou num gabinete do congresso nacional, todos estão sujeitos aos vícios e virtudes inerentes à raça humana.

É melhor portanto prender-se ao "como será" dado aos incentivos postos do que ao "como deveria ser" dado à intenção, pompa e todo cerimonial emprestado ao cargo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A OBRIGAÇÃO QUE NOS CABE

Se temos alguma obrigação importante como indivíduos, esta é a de não ter uma visão tola (e romântica)  acerca dos homens da política.

Vê-los como sendo diferentes do homem biológico (e portanto suscetíveis a todos os tipos de incentivos, fraquezas, ambições e receios deste espécime) esta no cerne de todos os males das sociedades subdesenvolvidas.

O tempo do despotismo, do mandato divino, da superioridade de determinada linhagem já deveria ter sido supostamente superada pela era da razão, desde Decartes, e não caberia, portanto, qualquer dúvida quanto a falibilidade dos que governam.

A democracia enjambrada pelo gregos e a divisão dos poderes conforme receitada por Montesquieu não foram suficientes para por a turma que desempenha a nobre missão de governar "on tracks". 

Poder de escolher o próprio salário, fórum privilegiado, estabilidade de emprego, instituição de monopólios, obtenção de financiamentos subsidiados,perpetuar parentes e apadrinhados na sucessão, poder de tributar, poder de conceder privilégios (nacos do imenso orçamento) a grupos que lhe interesse, plano de saúde diferenciado, plano previdenciário diferenciado, são alguns dos benefícios que a casta "iluminada" roga pra si às expensas de "nosotros", o povo. 

As leis da torpeza humana são aplicáveis a toda espécie…...humana. Deveríamos impor a classe política, pelo menos, o mesmo escrutínio dos demais trabalhadores (porque é isso que eles são, não me venha com a balela de servidores missionários públicos). Demissão em caso de incompetência, salário determinado pela produtividade, currículo compatível com a função desempenhada, código penal, crininal, tributário e todos os outros aplicados da mesma forma e... Concorrência (exceto para as funções fundamentais de aplicação da justiça e da segurança). 

Como iremos saber se um hospital, um banco, uma escola ou uma petroleira é melhor administrada pelo Estado ou pela iniciativa privada se não temos concorrência ?

Já passou da hora de tirarmos a venda dos olhos e deixar que a razão seja realmente plena. Ideologia ou a crença em seres superiores destinados à administração e condução de um país não coaduna com a realidade, nem tampouco com o que a história e o cotidiano (todo dia) nos ensina. Basta ler os jornais.


domingo, 9 de novembro de 2014

CHEGA DE TEORIA, VAMOS AOS FATOS

Adam Smith disse certa vez que "A ciência é o grande atídoto contra o veneno do entusiasmo e da superstição." 

Ela é a guia usada por este blog para mediar conflitos de visão.

Dito isto, em um debate científico acirrado, os FATO é a autoridade que decide quais idéias são válidas e quais são inválidas. Então vamos a eles:

  • No ano o dólar valorizou-se 8,77% frente ao real. Nesta sexta (6/11) fechou em R$2,56 e manteve o maior valor em 9 anos.
  • Dois em cada três projetos de transportes do PAC registram atrasos de mais de dois anos
  • Na transposição do São Francisco, as obras foram iniciadas em 2005 e em 2007 passaram a integrar o PAC, com orçamento original de R$ 4,2 bilhões e previsão de inauguração do primeiro eixo em junho de 2010, e do segundo ao final de 2012.Mas em abril passado um pouco menos de 60% das obras haviam sido executadas e a previsão de entrega fora adiada para dezembro de 2015, com um orçamento revisto para R$ 8,2 bilhões.
  • O governo federal fechou setembro com um rombo recorde nas contas públicas. O déficit foi R$ 25,5 bilhões só deste mês é o pior da série histórica do Banco Central.
  • O Governo não atingirá a meta de superávit fiscal assumindo na LDO. Terá que diminuí-la ou flexibilizar o critério para poder contabilizar mais abatimentos do gasto. A realidade não muda, o que muda é a forma de apresentá-la ao público.
















  • Em 2014 o país crescerá 0,2%, dessa forma o governo Dilma entregará a 3ª pior performance da história republicana do Brasil com média do PIB em 1,6%, menor que a média mundial de 3,5% e da América latina de 3,8%, no período.
  • O crescimento da produtividade da economia brasileira (medida pela produtividade total dos fatores) foi de zero nos últimos 3 anos.

  • O programa, cujo gráfico é apresentado abaixo, chama-se Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, muito pouco divulgado e focado a famílias de baixa renda. Pois bem, os desembolsos "concidentemente" dispararam no período eleitoral. Tirem suas próprias conclusões, neste post estou mostrando apenas os fatos. (caso queiram mais detalhes: aqui)

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,15-fracassos-do-governo-dilma-na-area-economica-imp-,O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:Em Eem


  • Apenas em agosto deste ano, a Petrobrás conseguiu retomar o volume de barris que produzia em dezembro de 2010. (2,1 milhões por dia)

  • Mantega será o ministro que mais tempo permaneceu no cardo mesmo após ter sido demitido.
  • O avanço do coeficiente de Gini nos 3 últimos governos foram os seguintes, em pontos percentuais. Na gestão FHC o avanço foi de 1,5pp, de Lula, 5,2pp e Dilma 0,7pp.
  • Entre os países que mais produzem ciência, no governo de FHC o país subiu sete posições, de 24º para 17º, no governo do PT, quatro posições, até 13ª. (fonte: aqui)
  • A miséria voltou a subir no Brasil em 2013, segundo dados apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto mostra que, entre 2012 e 2013, houve um aumento de 3,68% no número de indivíduos considerados abaixo da linha da pobreza, ou indigentes — passaram de 10.081.225 em 2012 para 10.452.383 no ano passado, ou seja, mais de 371.000 pessoas entraram para o grupo de miseráveis no período. Este foi o primeiro aumento desde 2003, quando o indicador passou a cair ano a ano.
  • De acordo com estudo do Banco Mundial (publicado em 28 de outubro deste ano), Brasil demora 83,6 dias para se abrir um negócio, contra 5,6 dias nos EUA e 31,7 dias da América Latina. Ocupamos a 120ª posição entre 189 países abrangidos pelo estudo.
  • Em agosto de 2014 o Banco Central informava que a dívida externa bruta totalizava US$ 333,1 bilhões. E atestava que as reservas internacionais totalizam US$ 379,4 bilhões. O Brasil integra o ranking dos 15 países com maior dívida externa, segundo relatório do Banco Mundial.
  • Dois dias depois da eleições o PT publicou um documento com as linhas mestras de atuação do partido nos próximos 4 anos. As referências a idéias e políticas de cunho socialista-bolivarianas permeiam todo o documento. Veja por exemplo um dos compromissos almejados:  "Total soberania sobre as riquezas nacionais, entre as quais o Pré- Sal, e controle democrático e republicano sobre as instituições que administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem compete entre outras missões combater a especulação financeira"
  • A auditoria PwC se recusou a aprovar o balanço da Petrobrás se o presidente da Transpetro não fosse afastado, Sergio Machado. Ele é acusado pelo operação Lava Jato da polícia federal de pagar R$ 500 mil para o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em um esquema para direcionar licitação de contratação de navios. Na segunda-feira, Machado se afastou.
  • Balança comercial se deteriora. Atinge o pior saldo em 15 anos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

ANALFABETISMO ECONÔMICO

Nações ao redor do mundo, principalmente àquelas com baixos índices educacionais, têm sido vítimas sistemáticas de populismo, de péssimas políticas públicas e de intervencionismo estatal intenso.

A Economia, embora um número cada vez maior de "especialistas" leigos teimem em dizer o contrário, é complexa e está repleta de questões contra intuitivas: - Como pode um sistema de trocas ser mais eficiente, deixada por si mesmo sem qualquer tipo de intervenção, do que um planejado por um grupo de especialista munidos de computadores de última geração ?

Difícil vislumbrar qual matéria possui maior potencial de dano a um país se mal entendida e mal aplicada do que a Economia. Argentina, Venezuela, Cuba, Coréia do Norte e o império soviético são exemplos maiúsculos do que a venda da economia das boas intenções pode causar a uma nação.

Em discurso dirigido para todo o país em cadeia nacional de rádio e televisão a presidente Dilma veio a público no ano passado para divulgar o arranjo feito com as empresas de energia para possibiitar a diminuição na conta de Luz aos consumidores finais de aproximadamente 20%.

Ora, pensa o eleitor incauto (geralmente um analfabeto econômico), que presidente maravilhosa !! Preocupada com seus cidadãos e com suas empresas !!!

Só que em economia não existe almoço grátis, se a redução de um serviço não se dá por ganhos de produtividade (inalterada a oferta e a demanda), o que ocorre na prática é a transferência da conta, antes paga por um, para outro pagar. No caso da energia por exemplo, o Brasil além de perder credibilidade junto aos investidores pela forma que foi imposto às concessionárias o reajuste das contas, ainda vem acumulando uma conta altíssima, que hoje gira na casa de R$13 bilhões por ano, para ser equacionada (provavelmente através de aumento de impostos, ou de aumento maior no futuro da conta de energia ou de dívida pública). Uma outra consequência perniciosa do populismo com a conta de luz é de incentivar o consumo e o aumento do risco de apagões.

O Brasil, afirmam os petistas para sua base eleitoral, esta se desenvolvendo como nunca antes, estamos com baixas recordes de desemprego. Um outro equívoco comum é a confusão entre aumento do emprego e desenvolvimento. Se isso fosse verdade a nossa agricultura seria uma das mais subdesenvolvidas do mundo, pois desde a segunda metade do século XX o êxodo rural foi uma marca forte não só no Brasil mais na maioria das economias ocidentais. A explosão  da produtividade no campo tornou possível que apenas 5% da população plante e alimente os outros 95% que moram nas cidades. O avanço  da tecnologia geralmente traz consigo um número grande de trabalhos extintos.

Os políticos são os maiores responsáveis em desinformar. Se o país cresce, não importa por que causa, o governante de plantão espertalhão irá trazer a autoria pra si. Inventará explicações fáceis e utilizará de lógicas rasteiras para ludibriar o povão. Já quando os números são negativos, a culpa é do tsunami monetário, da judicialização da política, da falta de chuva ou da famosa conspiração das elites.

Os incentivos da seara política conspiram contra medidas de desenvolvimento realmente eficazes. Aumentar o bolsa família ou investir em educação? Subsidiar empréstimos a grandes grupos ou diminuir gastos ? Aumentar o salário mínimo ou cortar as aposentadorias e pensões do funcionalismo público ? A diferença é que nos primeiros casos de cada exemplo os votos serão mais generosos.


Imigração e comércio exterior são outros temas de constante ignorância econômica. Ao contrário do que possa parecer: abrir as fronteiras ao capital e produtos estrangeiros traz mais benefícios do que malefícios ao país. Mantém a inflação baixa, aumenta a competividade do nosso parque industrial e integra o país as cadeias internacionais de valor.

Num país onde o voto é obrigatório e os níveis educacionais estão entre os piores do mundo, o terreno é fértil para as politicas populistas que insistem na tecla do planejamento, das boas intenções e do Estado como indutor econômico. Cabe a mídia, a academia e aos especialistas econômicos autênticos informar, educar e divulgar a ciência econômica. Esta guerra não será ganha da noite pro dia, nas vésperas de uma eleição ou num único livro. Ela será ganha no dia a dia das conversas de cafézinho do trabalho, nos encontros  de fim de semana, nos bate-papos das redes sociais e nas salas de aula. Dia a dia, homem a homem.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

LEIS COMPLICADAS - DEMOCRACIA CAPENGA

Numa entrevista realizada para o Chicago Humanities Festival, o economista Luigi Zingales, autor do excelente livro (já indicado por aqui) A Capitalism for the People, declarou que as leis mais eficientes e mais democráticas são àquelas mais simples. "Tão simples que até um congressista possa entender" - diz ele.

Refletindo sobre a questão, constata-se que ela encerra um grau de profundidade e importância que num primeiro momento pode até passar despercebido.

O ser humano não pode julgar e decidir sobre àquilo que não compreende. Obviamente a população de um país, vamos restringir nossa análise ao Brasil,  não tem obrigação de conhecer de tudo, mas numa democracia ela é convocada a tomar decisões acerca de a um amplo espectro de temas concernentes à sociedade a que pertence.

A democracia representativa surgiu para mitigar a impossibilidade óbvia do povo diretamente exercer de facto o governo das nações, cada vez mais populosas e demandantes de um número cada vez maior de serviços. Outra razão é que, ao delegar o poder de governo para um número seleto de cidadãos 100% dedicados à função, a eficiência seria majorada e o custo da administração tornar-se-ia mais sustentável

É como se o povo estivesse contratando, ao escolher o seu representante, um servidor com maior capacidade de compreender e exercer por ele a administração pública - legislar, julgar e executar.

Chegamos ao ponto destacado por Zingales. As leis podem ser simples ou extremamente complexas. Existem Constituições que não passam de 7 artigos e outras com mais de 400. Leis concisas e simples como a Glass-Steagal que regulava a atividade bancária nos EUA e que continha 24 páginas e leis complexas, detalhadas como a Dodd-Frank, uma espécie de sucessora da Glass-Stegal, com mais 250 páginas.

No Brasil a tradição legislativa é de ser uma das mais prolixas do mundo. Nossa Constituição está entre as mais extensas, nossas leis são abundantes e ricas em detalhes, tecnicismo, regras redundantes e linguagem rebuscada. É usual as leis no Brasil necessitarem de outras leis para explicar-lhe o significado e tornar-lá operacional. 

É ponto pacífico, por exemplo, a impossibilidade de estar 100% em dia com as exigências tributárias no país, dado o emaranhado absurdo de leis, regras e procedimentos - muita das vezes contraditório e ambíguo - existentes na nossa legislação fiscal. As áreas do direito civil, trabalhista, aduaneiro, criminal e administrativo também vão pelo mesmo caminho.

Nossos diletos deputados e senadores precisariam de alguns anos de leituras e aulas especiais para entenderem a maioria das leis que grassam nosso ambiente regulatório se quisessem decidir com propriedade de forma a atender os anseios de seus representantes.

A conseqüência é um excesso de invencionismo, tal é o grau de penetração das leis no país; o engessamento de mudanças haja visto o extenso número de matérias que a constituição resolveu botar o bedelho (até gratificação natalina de aposentado está regrado na nossa Carta Magna) e para mexer exige um quorum qualificado.

Mas a pior conseqüência do manicômio legislativo brasileiro é a debilidade com que representantes eleitos tomam suas decisões. Como vão tocar uma reforma tributária se não conhecem o que estão reformando ? como vão saber que determinada alteração no código trabalhista irá produzir os efeitos pretendidos pelo seus representados ?

O fato é que descambamos para uma espécie de democracia de advogados, uma democracia do marketing, uma democracia dos burocratas, uma democracia de compadres. E uma crise de representatividade.

Ficheiro:DiarioOficial escravidao35201.jpg

sábado, 22 de junho de 2013

O CISNE NEGRO QUE VEIO DAS RUAS

Cisne Negro (Consulte Preço/Disponiblidade)
O escritor, filósofo e ex-investidor Nassin Taleb cunhou a expressão Cisne Negro para descrever eventos imprevisíveis e com alto poder para provocar mudanças. O nome usado deriva da crença que existia até o ano de 1697 de que todos os animais desta espécie possuía a coloração branca, até que um navegador holandês avistou cisnes negros quando passava pela Austrália e por abaixo a certeza que se tinha até então.

O 11 de setembro com o ataque as torres gêmeas, a Primavera Árabe e, mais recentemente, a crise econômica financeira mundial, são alguns exemplos que se enquadram na categoria de Cisnes Negros.

Até iniciarmos o mês de junho o cenário para as eleições à presidência no ano que vem dava como certa a reeleição de Dilma. Os analistas políticos diziam que para haver uma mudança neste quadro seria necessário a ocorrência de um fato externo novo e muito relevante, um autêntico Cisne Negro. Só neste caso a oposição poderia se fortalecer e ganhar terreno. 

Pois bem, junho chegou e com ele além da Copa da Confederações vieram a onde de protestos mais estrondosos e geograficamente representativos da história recente do país. Se a oposição ao PT nunca foi lá estas coisas -  sempre frouxa, condescendente, permissiva, tímida e incompetente - o movimento nas ruas resolveu cobrir este espaço. Eles são a oposição que a oposição precisava.

No excelente programa Painel da Globonews desta noite o jornalista espanhol Juan Arias, um dos debatedores presente, chegou a mencionar que, tivesse o país um oposição verdadeira, estas manifestações não teriam ganhado às ruas e que uma democracia sem oposição é uma democracia condenada a morte.

Ainda que não se identifique claramente nas mobilizações um ataque ao Governo petista, e sim a todos os partidos como um todo, não dá para deixar de reconhecer que o PT, por ser o partido que ora ocupa o poder central,  acaba sendo o maior receptor do prejuízo político fruto da indignação manifestada nos protestos que vêm da rua.

A classe política está atônita, disse Murilo Aragão, cientista político também presente ao programa da Globonews. "Eles - os políticos - não vêem a hora da onda passar e apostam que por abraçar uma pauta difusa de reivindicações, as manifestações naturalmente perderão poder de mobilização e começarão a se dissipar". Disse o consultor.

É provável que realmente nos próximos dias os ânimos se arrefeçam e os protestos se esvaziem, entretanto o recado já foi dado, a marca já esta impressa na pele da classe política e quando eles começarem a subir nos palanques para pedirem votos nas próximas eleições tem que tomar muito cuidado com o que vão prometer, pois a tolerância com o mundo encantado do faz de contas parece ter acabado. 

A distância entre a realidade em que vivia os políticos e a realidade dos demais brasileiros definitivamente se encurtou. Eles devem ter finalmente entendido que o país em que ele vivem é o mesmo que o nosso.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Liberais no Brasil, os órfãos ....

No Brasil existe uma classe de eleitores totalmente desprovido de representação política. Caso você seja a favor do Estado mínimo, a favor de menos imposto, de menos protecionismo, de menos regulação trabalhista, de menos servidor público, de menos político. Caso você acredite que seja a melhor pessoa para saber aquilo que é bom para você, caso você acredite que a melhor forma de gerir uma empresa seja através de profissionais que possam ser recompensados por aquilo que produz e inclusive serem demitidos caso não obtenha os resultados esperados, você certamente é um "desrepresentado".

Hoje Fernando Henrique Cardoso (que é quem esta mais a direita dentro da esquerda preponderante no Brasil) anunciou que Aécio Neves será o candidato a presidente pelo PSDB (aleluia! Ninguém merece mais o mala do Serra né ?)

Outro que esta sendo badaladíssimo para concorrer ao pleito é o atual governador pelo Estado de Pernanbuco Eduardo Campos do Partido Socialista (isso mesmo, SOCIALISTA) Brasileiro.

Mais uma que certamente aparecerá na corrida presidencial em 2014 é Marina Silva, ex Petista, ex PV, e ativista ambiental profissional. (Estado até o último fio de cabelo)

Soma-se a estes a nossa atual presidenta Dilma Rousseff (PT, não é a toa que quando ocorre um sinistro com um automóvel, a primeira pergunta que se faz é :  Deu PT ? pois é Perda Total é o outro nome para Partido do Trabalhadores) e esta fechado o quadro de prováveis presidentes para o nosso país de 2014 a 2018.

Na conturbada história republicana brasileira, podemos destacar que apenas na República Velha tivemos alguma sombra de liberalismo (Campos Sales reduziu a dívida pública e praticou uma política de austeridade econômica). Entretanto deve-se salientar que se trata de uma fase embrionária da formação do Estado Republicano brasileiro onde a presença do Estado era total, (afinal tínhamos acabado de sair de um regime imperial) para construir ferrovias, rodovias, comprar estoques reguladores de café e toda sorte de atuação ativa e intensa na vida econômica da nação.

Dos 36 ocupantes da cadeira de presidente do Brasil, apenas 24 o fizeram através do voto direto e destes apenas 8 foram pelo voto Universal de fato (com mulheres e analfabetos votando). Destes 8, o menos esquerdista é de um partido que leva no nome as palavras social democracia (PSDB). Na Europa, berço da social democracia, isto quer dizer Estado "paizão" (provedor de uma rede de benefícios a sua população que não cabe no PIB).

Devido a esta jabuticaba autenticamente brasileira, que por aqui se tornou palavrão mencionar a palavra Privatização (mesmo com o nosso querido Estado  consumindo quase 40% de nossa renda em impostos e entregando de volta menos de 2% em investimentos). A previdência então, ischiiiiiii, só vai dar jeito quando não tiver mais como pagar (somos um país jovem, com um gasto maior, proporcionalmente ao PIB, do que países de população velha). 

O jeito é sonhar para que um dia surja por aqui políticos argutos o suficiente para perceber que existe uma massa de votos carentes de representantes liberais, que não tenha nenhuma vergonha de dizer que vai privatizar a Petrobras, os aeroportos, as universidades, o correio, os bancos públicos, que vai reduzir e simplificar esta carga tributária horrorosa, que vai diminuir o número de ministérios, acabar com a mamata da previdência dos servidores públicos, que vai diminuir as barreiras aos importados e assim por diante (basta pegar o programa de governo da Margaret Thatcher e seguir a risca).

domingo, 2 de dezembro de 2012

VOCÊ GOSTA DE ECONOMIA ? (pense bem antes responder ...)

Então vamos a nossa primeira panfletagem...

Começando por um assunto leve. Você acha a Economia chata? Caso a sua resposta seja sim, é para você que eu dirijo este primeiro Panfleto.

Economia não se trata apenas de dinheiro, economia também não se trata apenas de desemprego nem só de inflação, economia não se trata apenas de impostos e gastos do governo, economia não se trata apenas de consumo, poupança ou educação. 

Economia também é o assunto que de longe mais importa para o eleitor médio   no momento de uma votação na maioria dos países. Nos EUA por exemplo, 80% dos prováveis eleitores (sim, lá o voto não é obrigatório) colocaram a economia no topo de importância na hora de decidir em quem votar (Importance of Issues). Um modelo do economista de Yale, Ray Fair, que leva em consideração apenas indicadores econômicos têm previsto, com uma margem de erro histórica de apenas 2,5%, o resultado de eleições naquele país (Fair Model).

No Brasil já é sabido que o Plano Real elegeu Fernando Henrique duas vezes,  assim como a crise da Balança de Pagamentos, a mega desvalorização cambial e o Apagão fizeram o PSDB descer do Palácio do Planalto em 2002. Lula surfou a onda da alta das commodities e a bonança no cenário econômico internacional, somado à explosão do emprego, do crédito e do Bolsa família para se reeleger em 2006 e fazer sua sucessora em 2010 (aliás a Economia estava tão bem avaliada que se Lula quisesse colocar o Tiririca na presidência, ele conseguiria).

Mas foi a partir da década de 60 que a Economia entrou de vez nos mais variados temas antes reservados a outras áreas do conhecimento, Gary Becker, economista ganhador do prêmio Nobel de 1992 iniciou esta tradição e enveredou por assuntos como discriminação racial, planejamento familiar, crime e castigo, drogas e, na esteira de seu pioneirismo, hoje temos economistas estudando e propondo soluções para uma grande diversidade de problemas : Da redução dos engarrafamentos nos grandes centros à forma mais eficiente de leilões, do combate ao crime e tráfico de drogas à melhor receita para um filme ter sucesso de público em Hollywood, da redução de emissão de gazes poluentes na atmosfera da Terra à forma mais eficaz de montar um time de beisebol vencedor.

Portanto meu caro, não despreze a economia porque queira você ou não ela já esta a sua espreita, te observando, te estudando e até propondo fórmulas para fazer com que você aja conforme a vontade de um determinado agente ...

APRESENTAÇÃO DO BLOG

Olá pessoal.  Neste primeiro contato, gostaria de descrever as razões que me levaram a criar este BLOG, seu significado, seu conteúdo e seu objetivo.

Primeiramente gostaria de me apresentar. Sou brasileiro, carioca, economista e empresário. Casado, 2 filhos e atualmente resido em Curitiba, PR.

Sou um apaixonado por leitura, especialmente as que versam sobre Economia, História, Política, Administração, Estatística, Matemática, Ciências, Psicologia, Filosofia e Sociologia.

Leio em média de 5 a 8 livros por mês, fora artigos, jornais, revistas e sites sobre os assuntos já mencionados. Formei me em Direito e em Economia, cursei ainda Matemática e tive a oportunidade de ser cadete na Academia Militar das Agulhas Negras, fiz 2 pós graduações e cursos nas áreas de gestão e economia. Ao longo dos meus 38 anos de vida não me recordo de algum momento em que eu não estivesse em contato com a formidável e indescritível experiência do aprendizado.

Pelo caminho travei contato com algumas experiências e pude testar, em meus empreendimentos pessoais, hipóteses já amplamente analisadas pela moderna pesquisa econômica: (1) O egoísmo faz parte da natureza humana (consulte no dicionário e você verá que a palavra significa preocupação com seus próprios interesses. Trata-se de uma traço evolutivo); (2) O homem vive mais e vive melhor quando inserido numa sociedade onde há a especialização do trabalho ( imagine se tivéssemos continuado como nas tribos de caçadores coletores onde tudo precisa ser produzido por conta própria); (3) Quanto mais especializado é o trabalho numa sociedade, melhor é a qualidade de vida do homem e maior é a necessidade de troca de comércio. (4) A partir das três assertivas anteriores depreende-se que o Mercado (meio onde ocorrem as trocas) é uma conseqüência lógica do processo de busca pelo homem de atender a seu próprio interesse de viver com qualidade (saúde, segurança, tempo livre e liberdade). (5) Os homens não são iguais (as diferenças vão desde a força física até a capacidade inventiva e intelectual). (6) Se o indivíduo não ficar ou não for recompensado justamente por aquilo que produz, a produtividade estará longe daquela que seria caso lhe fosse assegurado o direito aos frutos de seu engenho. (7) Alguma forma de proteção portanto deve ser providenciada por uma entidade supra-indívíduo para lhes assegurar (por conseguinte incentivar) que aquilo que é de sua propriedade não lhe seja usurpada pelo mais fortes. (8) Não existe certeza absoluta. A verdade incontestável e certa é uma falácia.

Este BLOG divulgará estudos, pesquisas, opiniões baseadas em experiências empíricas, artigos científicos, passagens de livros que contribuíram e contribuem para a formação da minha convicção acerca da melhor forma de organização política e econômica de uma nação: Democracia, livre mercado (privatize já !!), educação laica e pragmática.

Espero que leiam, reflitam e critiquem, mas pensem a respeito e se permitam um exercício simples em sua acepção, mas dificílimo em sua ação: Nunca concorde com nada instantaneamente !!! Sua intuição ou aquilo que você escuta daqueles que te rodeiam muitas vezes passa longe da verdade.

Marcadores

Economia (23) Brasil (20) Estado (20) desenvolvimento (14) Dilma (13) democracia (13) inflação (12) política (11) PIB (10) governo (10) investimentos (10) sugestão de leituras (9) BNDES (8) corrupção (8) crescimento (8) história econômica (8) moral (8) Capitalismo (7) Mantega (7) Petrobrás (7) liberdade (7) EUA (6) dívida (6) educação (6) gasto público (6) intervencionismo (6) rent-seeking (6) carga tributária (5) lei (5) produtividade (5) protecionismo (5) Adam Smith (4) Impeachment (4) Marx (4) Mercado (4) cidades (4) ciência (4) egoísta (4) eleições (4) impostos (4) liberalismo (4) projeção (4) socialismo (4) Caixa Econômica (3) China (3) Friedman (3) Lula (3) Manifestações (3) The Economist (3) capitalismo de compadrio (3) constituição (3) crise financeira (3) economia comportamental (3) filosofia (3) impunidade (3) instituições (3) mensalão (3) superávit primário (3) violência (3) Banco Central (2) Bancos (2) David Friedman (2) Eike Batsita (2) Estatal (2) Fernando Henrique (2) PT (2) Roberto Campos (2) américa latina (2) analfabeto (2) balança comercial (2) compadrio (2) comportamento (2) comércio (2) confiança (2) confisco (2) conjuntura (2) consumo (2) desenvolvimentismo (2) desregulamentação (2) economistas (2) filosofia moral (2) finanças (2) frases (2) gastos (2) imposto (2) juros (2) justiça (2) marcas (2) pessimismo (2) previdência social (2) preço (2) privatização (2) reformas (2) representatividade (2) serviço publico (2) welfare state (2) Ambev (1) André Lara Resende (1) Apple (1) BETO RICHA (1) Banco Mundial (1) Bastiat (1) Big Mac (1) Bill Gates (1) Cato Institute (1) Chaves (1) Cisne Negro (1) Coréia (1) Deirdre McCloskey (1) DÉBT (1) Energia (1) Estado do bem estar social (1) Europa (1) FED (1) FHC (1) FMI (1) Facebook (1) Forbes (1) França (1) G20 (1) Gasto (1) H.L Mencken (1) Hume (1) ICMS (1) IPCA (1) Ilusão (1) Joaquim Levy (1) Jornal Nacional (1) Keyenes (1) Keynes (1) Krugman (1) LRF (1) Leviatã (1) Lutero (1) MST (1) Malthus (1) Mansueto Almeida (1) Mercosul (1) Michael Huemer (1) Ministério (1) Miriam Leitão (1) México (1) Nature (1) Nelson Rodrigues (1) Oposição (1) PARANÁ (1) Pesca (1) Reeleição (1) Ricardo (1) Risco Brasil (1) Ronald Coase (1) SAE (1) Santa Maria (1) Schumpeter (1) Seguro Desemprego (1) Selic (1) Simonsen (1) Stanley Fischer (1) The Machinery of Freedom (1) Toqueville (1) Veja (1) Von Mises (1) Walter Williams (1) Watsapp (1) alienação (1) analfabetismo (1) apocalipse (1) assistencialismo (1) autoengano (1) bailout (1) bolsa família (1) causalidade (1) censura (1) cinema (1) comunismo (1) conformismo (1) consumismo (1) contas públicas (1) controle (1) correlação (1) costumes (1) cotas raciais (1) crime (1) crise (1) critérios de medição (1) crédito (1) cultura (1) custo brasil (1) desemprego (1) desperdício (1) dever moral (1) discriminação (1) discriminação pelo preço (1) discurso (1) débito (1) econometria (1) educação pública (1) eonomia (1) espirito animal (1) felicidade (1) filantropia (1) fiscal (1) fisiologismo (1) funcionário público (1) ganância (1) governo; Iron law (1) greve (1) gráficos (1) guerra dos portos (1) icc (1) idiota (1) ignorância (1) igualdade (1) imobilidade (1) imprensa livre (1) incentivos (1) indivíduo (1) ineficiência (1) inovação (1) instituição (1) intuição. (1) livre comércio (1) livre mercado (1) macroeconomia (1) matemática (1) miséria (1) moeda (1) monopólio (1) monopólio estatal (1) mão-de-obra (1) negócios (1) neurociência (1) nobel (1) obras públicas (1) orçamento (1) padrão ouro (1) planos de saúde (1) poder (1) poder de compra (1) político (1) povo (1) preços (1) prisão (1) professor (1) recompensa do fracasso (1) renda (1) representação (1) retórica (1) saúde (1) segurança (1) shared spaces (1) shopping centers (1) sociedade (1) sociologia (1) subsídio (1) totalitarismo (1) trabalho escravo (1) tragédia (1) transporte público (1) troca (1) trânsito (1) urna eletrônica (1) utilidade (1) utopia (1) viéses (1) voto (1) vídeos (1) xisto (1) óbvio (1)

Postagens populares