Mostrando postagens com marcador inflação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inflação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PENSAMENTOS SOLTOS 2

Os economistas têm consenso sobre poucas coisas, uma delas é que o monopólio provoca aumento de preços e piora na qualidade do produto.

É intuitivo. No monopólio você pode aumentar o preço do seu produto sem perda de clientes ou investir menos esforço e trabalhar menos sem afetar suas vendas. Então cedo ou tarde, você o fará.

Considerando esta configuração resultada do monopólio, unanimemente aceita pelos economistas, como podemos nos surpreender ainda com a qualidade dos serviços prestados pelo Estado (monopólios absolutos), seja na área da justiça, da infra-estrutura sanitária, da segurança, do petróleo, da saúde, etc ?

---------------------------------------------------------------------
Não deixa de ser curioso ler e assistir as entrevistas do Joaquim Levy desancando tudo que foi feito em matéria de economia no primeiro mandato Dilma. 
"estamos arrumando a casa"
"então, o reajuste da economia, puxado pela reorientação fiscal, deixa de ser uma simples opção para ser uma necessidade"
"os riscos de uma política dirigista seriam os mesmos daquelas que faziam as prateleiras da lojas de Leningrado viverem vazias…ações voluntaristas ensaiadas há poucos anos mostraram que se pode rapidamente desestabilizar um segmento aparentemente seguro."

Isso tudo e muito mais, (veja aqui) sem ser repreendido pela Dilma, como a mesma fez por muito menos com o seu ministro do planejamento Nelson Barbosa.
----------------------------------------------------------------------
Na economia que a Dilma aprendeu, isto não seria possível:

Inflação baixa:


Com desemprego baixo, e caindo.




domingo, 18 de janeiro de 2015

INFLAÇÃO OFICIAL 2014 (e se o ano não terminasse em dezembro ?)

Certa vez Friedman disse que ninguém fabrica mais dinheiro falso do que o próprio governo.
Por aqui a inflação oficial é medida pelo IPCA, que condensa em um único número todo o comportamento de preços na ponta do consumidor.

Como toda média estatística esconde uma porção de distorções, o número "mágico" fechou em 6,41%. Mas farei duas observações:

1º) Mesmo com diversos preços "artificialmente" retidos pelo governo (como energia elétrica, gasolina e transportes públicos por exemplo) foi o pior resultado da era petista no poder. E como já falei a média não reflete o impacto real, veja abaixo no link (aqui) alguns dos ítens que ficaram bem além dos meros 6,41%

2º) Outra convenção é considerar o índice oficial do ano o que é medido em dezembro. Por sorte a única medição que ficou dos últimos 6 meses que, no acumulado de 12 meses, ficará abaixo do teto da meta de 6,5%. A projeção é que gire na casa de 7% nos primeiros meses de 2015. veja gráfico abaixo. O vale salvador de dezembro livrou o governo do estigma de fechar estourado. (A linha pontilhada mostra o teto da meta)





quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

AS 4 BESTAS, parte 2

Dando prosseguimento, escreverei algumas palavras sobre a 2ª besta: A impressão de dinheiro.

Muitas pessoas não se dão conta do que tem no bolso, ou em suas contas bancárias, são papéis ou números numa tela de computador que não fosse a confiança dos credores no poder de compra dos mesmos, eles nada valeriam.

O dinheiro é um título de propriedade. O sujeito que está com uma nota de R$5, possui um "documento" que diz, a quem preciso for, que o pedaço de papel que ele carrega é uma outra forma de dizer que ele tem 2 canetas, ou uma entrada de cinema, ou um saco de pipocas. Apenas esta expresso de outra forma, no caso um papel-moeda impresso nas máquinas de impressão do Tesouro Nacional.

A coisa já está tão entranhada no cotidiano que perdermos de vista o significado, confundindo muitas vezes sinais com conteúdo, meios com fins. O dinheiro sem a riqueza que o lastreia, nada mais é do que um papel sem valor.

O que é a riqueza que o lastreia? Ora se voltarmos aos primórdios, veremos que o sujeito trocava seu porco por um punhado de trigo, ou uma peça de roupa por um cadeira. Os particulares começaram a ter problemas na medida que as trocas foram se intensificando e os interesses se tornando mais complexos. Então começaram a usar um instrumento intermediário de troca. Os metais preciosos, após um longo processo de tentativas de uso das mais variadas "moedas mercadorias", foram os que melhor serviram a este intento.

Então o sujeito passou a aceitar trocar seu porco pelas 2 moedas de ouro e estas pelo punhado de trigo. O ouro era mais fácil de ser carregado e trocado do que o porco. Esta percepção de valor, este reconhecimento generalizado do poder de compra das tais moedas douradas vem da escassez do metal usado para produzí-lo. Os agentes do mercado sabiam que ele não surgia do nada. Ou seja, ele guardava uma relação equilibrada e constante com o que era produzido na economia.

Imagine que uma ilha com 1.000 habitantes produz um PIB anual de 60 porcos, 1 ton de trigo, 500 cadeiras, 1000 camisas e 500 sapatos. Estes produtos são representados por 10.000 moedas de ouro. Se alguém achar um baú enterrado com mais 5.000 moedas, isso não alterará o PIB e sim apenas a representação monetária do mesmo. Como não é todo dia que aparece um baú dourado escondido, sabemos que a relação moeda-produção está protegida.

Numa economia em que se produz apenas porcos e trigo, se a produção das duas mercadorias se mantém constante, um porco deve valer sempre o mesmo punhado de trigo. Mas imagine que agora apareça um novo agente na ilha que diz produzir porcos (mas que na verdade, só achou uma forma mágica de transformar terra em ouro). Ora é de se esperar que porcos passarão a valer menos que trigo. Mas na medida que as trocas forem ocorrendo e não se comprovar o aumento equivalente de porcos prometido pelas novas moedas postas magicamente em circulação, ocorrem 3 coisas:
(1) O charlatão obteve uma vantagem inicial ao ter direito a punhados de trigo e de porcos sem ter produzido nada;
(2) Uma inflação decorrerá depois que se restabelece a relação real de produção e da nova quantidade de moedas existentes;
(3) por último, mas o mais importante, os produtores de porcos que no início do processo trocaram um porco por menos trigo, tiveram seu direito de propriedade espoliado.(perderam porcos para o charlatão e para os produtores de trigo)

Com este exemplo simples fica fácil entender o que é o dinheiro e suas funções (reserva de valor, meio de troca e unidade de conta), de onde vem tal valor e quem é o charlatão nos dias que correm.

Se o charlatão (leia-se governo) não tiver uma âncora que o impeça de imprimir dinheiro, ele o fará até descobrirem sua fraude e tudo vir abaixo… antes o constrangimento era a produção das coisas em si (porcos e trigo), depois passou a ser a relativa escassez do metal escolhido como instrumento da troca (foi o ouro até 1971) e hoje é,…, bom hoje não tem nada que o impeça, veja abaixo o resultado:






quarta-feira, 19 de junho de 2013

GRÁFICOS MACROECONOMIA

O QUE TINHAR QUE SUBIR ESTÁ DESCENDO E VICE-VERSA ...




Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress




sexta-feira, 31 de maio de 2013

DILMA FAZ FORÇA PARA NÃO SE REELEGER

Pelo visto a economia neste primeiro mandato da era Dilma será mesmo um horror.

Vamos começar pelo PIB. O economista do IPEA Mansueto de Almeida publicou este gráfico em seu Blog:


Crescimento do PIB por mandato presidencial – 1995-2014*
conjuntura02
OBS: Crescimento real projetado para o PIB em 2013 e 2014 de, respectivamente, 2,5% e 3,3%.
Em 4 anos, Dilma conseguirá crescer, na média, o mesmo que os 8 de FHC. Ocorre que FHC vinha de um Brasil destroçado pela inflação, enfrentou crises de dívida aqui e lá fora (México, Rússia, Asia) e em sua época o Brasil não gozava do status de país em desenvolvimento, queridinho dos investidores, nem tampouco de uma oposição omissa, como hoje usufrui o PT.
O gráfico abaixo mostra trajetória do superávit primário do Setor Público, nota-se que a turma do Mantega também vem detonando com este importante indicador. Vale ressaltar que desde a implantação em 2000 pelo governo FHC da Lei de Responsabilidade Fiscal, nunca tivemos números tão fracos.



Por último a inflação:
Não vamos nem mencionar a era FHC, já que foi ele como ministro da Fazenda que em 1994 implantou o Plano Real, que deu fim ao apocalipse da carestia. Seu governo foi uma espécie de plano estratégico de consolidação para a cicatrizarão das feridas provocadas por tanto tempo de hiperinflação e dos planos tresloucados para debelá-la. Na era Lula a inflação foi de 5,7% na média. Dilma nestes mais de 2 anos de governo apresenta uma média de 6,2%.
EPÍLOGO:
As contas externas vem se deteriorando com o saldo da balança projetando valores abaixo de U$10 bilhões (pior marca em 12 anos). Investimento anêmico e produção industrial pífio são mais alguns dos péssimos resultados trazidos pela turma do Mantega.
A última súbida da Selic em 0,5%, superando as expectativas do mercado, parece demonstrar que finalmente Mantega perde o poder supremo de condução da economia Dilminiana, em favor do pessoal mais técnico do BC.
A oposição, fosse ela mais agressiva e incisiva, acionava as trombetas pelos 4 cantos do país, denunciando a incompetência e esgotamento do modelo petista. Dados para provar é o que não faltam. Espero apenas que a popularidade da ex-guerrilheira se torne mais coerente com a realidade dos números da economia. Afinal de contas o povo, como dizem os populistas, entendem mais através do bolso...

sábado, 4 de maio de 2013

O MUNDO ENCANTADO DO PT

        Já venho falando por aqui do péssimo mandato econômico que o governo Dilma (leviatã petista) vem dispensando ao Brasil. Sua visão de mundo é tacanha e atrasada, acredita ainda que uma economia precisa de um Estado intevencionista e empresário, que deve proteger a indústria nacional, que a política monetária têm que visar o crescimento e não a inflação e que o investimento virá através do aumento da demanda. Isso tudo faz parte do país da década de 70 e 80, do tal Estado desenvolvimentista, que trouxe excesso de gastos, governo gordo, atraso e inflação, muita inflação.
       No mundo real, do mercado competitivo e eficiente, os tomadores de decisão se cercam geralmente de visões abrangentes acerca de uma estratégia, estudam possibilidades alternativas e criam um plano B caso o caminho principal seguido apresente problemas. No mundo político, principalmente do mundo petista a coisa é bem diferente. Dilma pede orientação e dá ouvidos apenas àqueles que comungam de sua mesma visão de mundo, enfim, enquanto seus conselheiros estiverem dizendo o que ela quer ouvir ótimo, senão, trocam-se os conselheiros.
        O Brasil cresce pouco e com inflação. Trata-se de um problema claro de oferta insuficiente, já que a demanda - turbinada pelo pleno emprego, juros baixos e pelo boom do crédito - anda bem aquecida. Do lado da oferta o investimento não acontece. O empresário não tira o dinheiro do bolso para aumentar sua produção. O investimento é uma das questões mais complexas em economia. Keynes já dizia que ela é ditada pelo chamado "espírito animal" do investidor. 
      Fazendo novamente a analogia com o mundo real dos mercados competitivos, do mundo privado, verifica-se que um projeto para se tornar interessante, a ponto de um empreendedor colocar dinheiro nele, a taxa de retorno têm que ser atrativa (aqui cada um tem uma preferência, mas em linhas gerais esta taxa de retorno tem que ser maior do que aquelas obtidas de forma segura nos mercados financeiro). No fundo é uma crença no futuro que no mundo frio das planilhas de investimento este é  de certa forma um reflexo do presente, esta é uma premissa basilar nos "business plans".
        Aqui começam os problemas, o quê o investidor / empresário vê no presente é um festival de canetadas, decisões de política econômica oportunistas, concessão de privilégios pra quem grita mais, subsídios pontuais, preços manipulados, enfim muita fumaça e pouca clareza. 
       Imagine você sendo um empresário que vai construir uma fábrica de embalagens do interior de São Paulo por exemplo. Em 4 anos você objetiva estar produzindo 3 mil caixinhas (destas que são usadas para leite longa vida ou sucos). Vamos listar algumas poucas barreiras para que se tenha uma idéia de como é difícil projetar a taxa de retorno nos longínquos 4 anos.
  • Qual o custo do capital ?  BNDES é a melhor opção, mas esta fonte é para poucos bem relacionados (os amigos do Rei), então têm que ver no mercado financeiro as alternativas, mas aí depende da taxa de juros básica, que depende da inflação, que depende de uma meta e mais ainda de uma banco central compromissado e autônomo para perseguir esta meta. CUSTO LEVIATÃ 1
  • Qual o custo do frete para receber a matéria prima e escoar a produção ? Depende do modal, ferroviário seria a melhor opção mas não tem oferta,  aéreo é muito caro e os aeroportos são um caos, hidroviário é inexistente e o rodoviário é única solução. Mas como estão as rodovias e o preço da gasolina e o preço do caminhoneiro ? CUSTO LEVIATÃ 2
  • Vou precisar importar máquinas, insumos e tecnologia, qual a melhor opção ? O Brasil é o país mais fechado do mundo (Coréia do Norte não conta), o custo adicionado ao preço FOB (preço em dólar no navio que trará a mercadoria para o Brasil) vai ser multiplicado por 2,5 fora o câmbio e as várias licenças e registros que devem ser conseguidos. Ou seja um produto que custe U$100 lá fora, chegará na minha fábrica por preço ao redor de R$500,00. CUSTO LEVIATÃ 3
  • Como faço para calcular os impostos incidentes da minha venda ? Aí depende. Depende se é PIS/COFINS monofásico, se têm substituição tributária, se o conteúdo importado é superior a 40%, se seu produto faz parte da cesta básica, se você pleiteou e conseguiu algum dos vários  benefícios para importar com ICMS reduzido e crédito presumido, se você vai exportar ou não, se você vai distribuir para o Nordeste, e mais uma infindável lista de condições, mas não se preocupe, no final você poderá receber a visita de um fiscal da receita e ser autuado, não importa  o quanto você tenha se preocupado e prevenido, por que é impossível estar em dia com 100% de todas as obrigações exigidas pelo mamute do Estado.  CUSTO LEVIATÃ 4
  • Qual o custo da mão de obra ? De pelo menos 100% o valor líquido pago ao empregado. Não se esqueça de provisionar as prováveis perdas com reclamações e indenizações trabalhistas. CUSTO LEVIATÃ 5
      Nas formulações dos burocratas em Brasília, eles trabalham com um modelo simplificado (ou enviesado) da realidade econômica, onde basta um alívio de impostos para um setor aqui, uma política de subsídio ao financiamento de um setor ali ou de uma reunião com empresários e muito palavrório acolá para alavancar e chegar aos 25% do PIB de investimentos. Afinal de contas o quê político entende de competição, meritocracia, orçamento enxuto, metas e gestão por resultados, eficiência operacional, corte de gastos, estrutura de capital e planejamento estratégico ??? Eles vivem fora do mercado, eles não precisam se preocupar com lucro ou com mão de obra ociosa, com perda de clientes ou com preço baixo. 
       Por isso que quanto menos interferirem melhor e se o fizerem que o façam de forma uniforme, horizontal, sem beneficiar este ou aquele setor e o façam de forma transparente e anunciada conforme um planejamento previamente divulgado. Governo é igual droga tarja preta, têm que ser administrado raramente e com muita parcimônia, caso contrário vicia e mata !!

domingo, 14 de abril de 2013

SÓ FALTOU KARL MARX...


Retirada da Isto é Dinheiro.

Todos os homens da presidenta

Com o preço do tomate nas alturas e a inflação temporariamente fora da meta, Dilma Rousseff reúne seus conselheiros econômicos para debater o assunto. Cabe ao BC não sucumbir às pressões do mercado de elevar os juros

A convite da presidenta Dilma Rousseff, três pesos-pesados da economia, além do ministro da Fazenda, Guido Mantega, participaram de um almoço no Palácio da Alvorada, na segunda-feira 8. A inflação, que voltara a ser assunto no País inteiro, foi um dos temas debatidos pelo heterogêneo trio de economistas Luiz Gonzaga Belluzzo, Delfim Netto e Yoshiaki Nakano, todos conselheiros da anfitriã. Logo na entrada do cardápio, o tomate-vilão-da-inflação estava literalmente à espera dos convidados, na bandeja. Ao contrário do que faria uma dona de casa comum, a cozinha presidencial não substituiu o tomate, cujo preço subiu 122,13% nos últimos 12 meses. 
41.jpg
Pesos-pesados: Delfim, Belluzzo e Nakano (no banco da frente) deixam o Palácio da Alvorada
após almoço com Dilma Rousseff e Guido Mantega

sábado, 13 de abril de 2013

A POLÍTICA ECONÔMICA DO PT É UMA LÁSTIMA

44.jpg


A economia brasileira está em plena estagflação. Crescendo a 1% com inflação superior a 6%. Para a presidente Dilma o remédio para combater a inflação, ou seja aumento dos juros, não pode matar o doente (creio que como doente ela deva entender o crescimento do PIB). Mas aí faz o quê ? Aplica-se outra medicação, pede para os governos postergarem aumento das tarifas de transporte, segura o preço da gasolina, posterga a redução do IPI dos veículos, impõe na marretada redução da tarifa de energia, e por aí vai desfilando uma lista de intervenções pontuais. Para ficarmos então na metáfora do doente, seria algo como tratar uma gastrite com chá de erva cidreira e banho quente. A chance de evoluir para um ulcera é enorme.

A independência do Banco Central não existe. O governo, através do BNDES, gasta o quê quer, quando quer e sem precisar de escrutínio do legislativo. Temos o banco de fomento mais ativo do mundo - O BNDES representa 21,1% de todo o estoque de crédito da economia. O superávit primário é maquiado descaradamente e o investimento não dá sinais de vida há muito tempo.

O pensamento econômico petista é arcaico, atrasado e ineficiente. Para a equipe econômica a inflação se combate com reunião em mesa redonda com empresários em Brasília. Juros altos é para dar boa vida a banqueiro e desenvolvimento se faz com indução do Estado. O câmbio tem que ser mantido em rédea curta e o protecionismo contra importações é necessário para preservar a indústria e empregos "nacionais". Privatização só se for com outro nome (concessão) e com a taxa de retorno que o Governo decidir. 

Na década de 60 Castelo Branco praticou uma política econômica liberarizante, fez reformas horizontais (que atingiam toda economia de forma uniforme) e controlou os gatos públicos. Médici colheu os frutos, daí veio a crise do petróleo no final da década de 70 e o governo Geisel optou por resolver o problema via estatismo, gastos governamentais e elegendo empresas "estratégicas" para investir. Resultado: década perdida (80) e hiperinflação.

Ora, ora, ora e não é que a história se repete... Fernando Henrique e o Lula na época em Palocci era ministro da Fazenda, fizeram reformas importantes, foram intransigentes com a inflação e respeitaram o mercado livre. Quem colheu os frutos ? Lula de Mantega em diante e Dilma. Agora a crise não é do petróleo e sim a dos subprime, mas a reação tresloucada é a mesma. Intervenção, gasto e promoção do desarranjo dos preços relativos do mercado através de medidas pontuais para favorecer aos amigos do Rei. Estamos vendo exatamente o mesmo filme se repetir. 

A boa notícia é que hoje contamos com instituições democráticas maduras, de forma que já já o PT será desalojado do planalto, via eleições, pelos resultados medíocres na economia. Nossa imprensa é livre e de qualidade para criticar e difundir e nosso judiciário é independente para colocar mensaleiros e fichas sujas longe dos processos eleitorais. 

O PT está conseguindo jogar no lixo a obra de seus antecessores que debelaram a hiperinflação e construíram os pilares que mantiveram a confiança do povo em sua moeda.  Mas antes que dê tempo deles completarem o estrago serão apeados do poder, pois uma coisa que o brasileiro aprendeu a detestar é preço alto. Xô pra lá inflação !!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

AUTOENGANO

Eles só podem estar de brincadeira. O orçamento foi sancionado hoje, quando simplesmente mais de 25% do ano já foi.
E dêem um olhada nas projeções que eles usaram como parâmetro:

"A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira o Orçamento Geral da União de 2013, que será publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. A proposta orçamentária, aprovada por deputados e senadores no mês passado, fixou em R$ 2,27 trilhões a receita total da União, sendo R$ 610,1 bilhões para rolagem de dívidas e R$ 83,3 bilhões destinados a investimentos; crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano; taxa básica de juros (Selic) em 7,25%; inflação de 4,91%; e superávit primário, de 3,1% do PIB."

Será que eles acreditam realmente nestes números ou é um fenômeno coletivo de auto-engano ?

domingo, 10 de março de 2013

UM CONSELHO DO MELHOR BANQUEIRO CENTRAL DO MUNDO

Stanley Fischer é o banqueiro central mais respeitado do mundo. Presidindo há 8 anos o Banco Central de Israel com extrema competência e nunca deixando a inflação sair do controle. Alcançou fama e respeito entre toda comunidade econômica mundo afora.

Stanley Fisher é também reconhecido no mundo acadêmico, tendo sido professor do MIT por 11 anos, autor de livros textos em economia e orientador de Ben Bernanke (atual presidente do Banco Central americano) e Gregory Mankiw (professor de Macroeconomia de Harvard e presidente do Consil of Economic Advisers) em suas teses de pós-doutorado. Enfim trata-se de uma assumidade no assunto.

Em entrevista ao programa Conta Corrente da Globonews, ele desfilou perspicácia e conhecimento com elegância. Ao final da entrevista o entrevistador lhe perguntou: " - Se tivesse que dar um único conselho a todos os banqueiros centrais do mundo, qual seria ?"

Em linhas gerais a resposta do experiente economista foi de que o imobilismo é o pior dos erros, aguardar por um cenário mais claro para esperar agir pode ser tarde demais, pois desta forma se fica a mercê das circunstâncias e atrás da curva. É preferível agir pois na maior parte das situações a incerteza que gerou o imobilismo pode até ser esclarecida dentro do prazo esperado mais certamente virão novas.

O quê o nosso Banco Central tem mais feito nas últimas intervenções (basta ler a ata das últimas três reuniões) é exatamente isso - esperar.  Em comunicado divulgado após a última reunião em março o BC diz o seguinte:
"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés. O comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos ..."

Quem acompanha é torcedor. A inflação oficial já vem dando as caras e surpreendendo negativamente as previsões. Esperamos que não seja tarde demais, afinal de contas o BC diferentemente da Fazenda sofre de hipoatividade.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FORA MANTEGA !!

A maior e mais prestigiada revista de economia do mundo - The Economist - fundada em 1843, lida por investidores, empresários e autoridades por todos os quatro cantos do planeta sugeriu a nossa dileta presidenta que trocasse o time que rege a economia em terra verde e amarela.


A sugestão veio logicamente com base em argumentação arguta, ácida e de certa forma cínica que já faz parte do DNA do periódico semanal inglês. As constantes opiniões super-otimistas do ministro e sua equipe, o ar arrogante e as reações pouco educadas às críticas recebidas, o excesso de políticas heterodoxas na condução da economia são algumas das falhas apontadas na reportagem que justificariam a demissão do comandante da pasta da fazenda, ministro Guido Mantega.

Sem entrar em querelas de cunho xenófobo ou discurso nacionalista de defesa à soberania brasileira, até porque seria ridículo e estéril enveredar por tal seara, precisamos analisar objetivamente a performance do ministro que esta tendo sua permanência contestada à luz dos resultados entregue versus o que foi prometido, diante da percepção dos agentes econômicos e da imprensa especializada qual deve ser o destino do nosso prezado Mantega ?

Temos que analisar, como em qualquer empresa de qualquer tamanho e de qualquer ramo de atividade, para que ele foi contratado e se tinha poderes suficientes para entregar o resultado pretendido.

Ficou claro, desde o início, que para o governo petista o foco é o crescimento, o investimento e a retomada do crescimento da "sofrida" indústria nacional. Ainda que para isso a inflação, o câmbio (outrora flutuante) e as metas de gastos fiquem em segundo plano. Permanecendo na questão de aferição do desempenho do nosso caro ministro, também é amplamente divulgado o imenso prestígio de que goza o referido dono do mais alto cargo da economia no Brasil. Ele encampou poder e influencia, quase que irrestrito, nas pastas da Fazenda, no Banco Central e até no Planejamento. Até porque sabe-se que o mesmo possui visão ideológica similar a da nossa presidenta no que tange ao funcionamento da economia - Nada melhor você dizer aquilo que seu chefe quer ouvir.

Bom então vamos agora a frieza dos números. O Brasil deve fechar o ano com um crescimento ao redor de 1% versus 4,5% que o Ministro declarou no inicio do ano. Com relação ao investimento o planejado até novembro era gastar 90,4 bilhões de reais sendo que o efetivado foi de 39,7 bilhões (nem nota 5 atingiu neste quesito). Já a produção industrial recuou 2,9% nos primeiros 10 meses do ano.

Como se vê nosso avaliado não se saiu bem nas provas, com o agravante que países vizinhos aqui do Brasil irão crescer a taxas superiores a 4%, pra piorar,  o nosso país terminará o ano ainda com uma inflação beirando os 6%, isto graças ao congelamento do preço da gasolina que ajudou a segurar o índice. Um outro ponto gravíssimo que conta contra é a inexistência de diálogo com o setor privado, ninguém do governo, muito menos Guido Mantega, goza de bom trânsito (tampouco fez questão disso até hoje) junto ao empresariado para passar confiança aos mesmos e despertar a credibilidade necessária para levá-los a investir, até porque o próprio governo não dá o seu exemplo neste particular.

Em artigo recente publicado no jornal paulista, Estadão, Mantega reconhece que o crescimento esta demorando mais que o esperado e desenvolve a tese de que a economia esta em processo de desintoxicação (no caso as drogas tóxicas seriam os juros altos que geravam retornos financeiros fartos e fáceis e o cambio artificialmente apreciado que facilitava a compra de maquinário e insumos a preços baixos). Como se vê precisou passar 360 dos 365 dias do ano para que o Ministro assumisse que os seus vaticínios estavam fora de rota em termos temporais. Para ele, no entanto, o remédio continua sendo o correto.

Em frase famosa, Albert Einstein, um dos cérebros mais brilhantes que já existiu deu sua definição para insanidade: "Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes."

Entre manter o atual ministro e correr o risco de ver mais um ano (ou mesmo semestre) da mesma pasmaceira (antipatia e descrédito são coisas que demandam tempo para serem curadas) e colocar um outro que ao menos dialogue com os descrentes e pense ligeiramente diferente (afinal o governo esta impregnado com uma pletora de economistas desenvolvementistas. Na era Lula pelo menos tinha o Henrique Meireles) para gerar renovadas expectativas ao mercado, parece mais eficaz a segunda alternativa. Por isto a conclusão exposta no título desta postagem: Fora Mantega !!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PREVISÕES ECONÔMICAS - FUTUROLOGIA OU CIÊNCIA

Em audiência no Senado Federal em junho deste ano o Ministro da Fazenda Guido Mantega, ajustou a estimativa para o crescimento do PIB de 4,5% para 4%. O IBGE publicou no fim de novembro o crescimento do terceiro trimestre deste ano, 0,6%. Depois deste número pífio, o Boletim Focus do Banco Central aponta para um crescimento da economia em 2012 de 1,5%, no máximo. O curioso é que quando o Banco Credit Suisse em junho deste ano através de seu report trimestral estimou que o Brasil cresceria 1,5% em 2012, Mantega disse que só poderia se tratar de uma piada.

Os economistas são constantemente incitados a fornecer previsões acerca do crescimento do PIB, inflação, câmbio, emprego, bolsas de valores e toda sorte de números da economia. Através de cálculos estatísticos sofisticados, com base em premissas rígidas (uma bastante utilizada é a "coeteris paribus" expressão em latim que pode ser entendida como tudo o mais é constante)  e usando dados amostrais do passado os economistas procuram projetar, com a menor margem de erro possível, qual seria o provável resultado da variável a ser explicada. A disciplina em economia responsável por aplicar esta sistemática chama-se econometria.

É possível efetuar previsões bem precisas através desta ferramenta. O setor de telecomunicações consegue prever com bastante sucesso o perfil de uso de um determinado novo cliente (horas de acesso a internet e minutos com ligação de longa distancia, por exemplo). Empresas de seguro usam com extrema acurácia a probabilidade de um novo segurado vir a sofrer um sinistro. Companhias de varejo acertam com margem de erro inferior a 2% o volume de vendas anual. Até mesmo a qualidade do vinho pode ser (e vem sendo) predita usando técnicas estatísticas que levam em consideração o índice de umidade do solo e o tempo na época da colheita.

O planejamento estratégico das empresas geralmente é feito para um horizonte de 5 a 10 anos no máximo. Projeções de vendas, receita, custos e investimentos são feitas com base em performances passadas e considerando determinadas alterações no ambiente de negócios. Este tipo de exercício  nas empresas geralmente já contem uma base maior de subjetivismo do que de ciência. Mas as boas práticas administrativas propõe não abrir mão desta tarefa importante de planejamento.

Entretanto existe uma seara bem ampla da economia que simplesmente é impossível (pelo menos com os recursos humanos e tecnológicos atuais) de ser alvo de previsão com boa precisão. Envolvem um volume imenso de variáveis e sofrem de viéses absolutamente incontroláveis que tornam qualquer modelagem estatística fora do alcance do mais hábil analista. Outro ponto importante é que muitas destas variáveis são influenciadas pela própria previsão. (Caso a maioria dos analistas informem que o investimento será baixo, mesmo investidores que antes estavam dispostos a gastar passarão a  pensar duas vezes) São as chamadas profecias alto-realizáveis. Outro complicador é o horizonte a que se dispõe prever. Alguns  especialistas prevêem que a Nigéria será uma das 10 maiores economias em 2050 !!!! Qualquer coisa pode acontecer em tão longo prazo. O Brasil pode ser a próxima potência no Rugbi e o Madureira campeão da Libertadores.

Taxa de câmbio, índice de inflação, índice de desemprego, crescimento do PIB são domínios da macro-economia e envolvem grande volume de dados agregados, muitos dos quais fora de qualquer esfera de influência do governo ou de qualquer ente isolado. Nosso prezado ministro deveria ter mais esmero para vir a público dizer quanto será o crescimento do PIB. Ele ocupa uma pasta eminentemente técnica e não deveria se expor ao ridículo ao anunciar um índice tão importante para a tomada de decisões dos agente econômicos com tamanha margem de erro. O que ele usa para projetar tais números? Magia, macumba ou é simplesmente um torcedor apaixonado do PIB que age no calor das emoções ?

"É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida".  (Abraham Lincoln).

Marcadores

Economia (23) Brasil (20) Estado (20) desenvolvimento (14) Dilma (13) democracia (13) inflação (12) política (11) PIB (10) governo (10) investimentos (10) sugestão de leituras (9) BNDES (8) corrupção (8) crescimento (8) história econômica (8) moral (8) Capitalismo (7) Mantega (7) Petrobrás (7) liberdade (7) EUA (6) dívida (6) educação (6) gasto público (6) intervencionismo (6) rent-seeking (6) carga tributária (5) lei (5) produtividade (5) protecionismo (5) Adam Smith (4) Impeachment (4) Marx (4) Mercado (4) cidades (4) ciência (4) egoísta (4) eleições (4) impostos (4) liberalismo (4) projeção (4) socialismo (4) Caixa Econômica (3) China (3) Friedman (3) Lula (3) Manifestações (3) The Economist (3) capitalismo de compadrio (3) constituição (3) crise financeira (3) economia comportamental (3) filosofia (3) impunidade (3) instituições (3) mensalão (3) superávit primário (3) violência (3) Banco Central (2) Bancos (2) David Friedman (2) Eike Batsita (2) Estatal (2) Fernando Henrique (2) PT (2) Roberto Campos (2) américa latina (2) analfabeto (2) balança comercial (2) compadrio (2) comportamento (2) comércio (2) confiança (2) confisco (2) conjuntura (2) consumo (2) desenvolvimentismo (2) desregulamentação (2) economistas (2) filosofia moral (2) finanças (2) frases (2) gastos (2) imposto (2) juros (2) justiça (2) marcas (2) pessimismo (2) previdência social (2) preço (2) privatização (2) reformas (2) representatividade (2) serviço publico (2) welfare state (2) Ambev (1) André Lara Resende (1) Apple (1) BETO RICHA (1) Banco Mundial (1) Bastiat (1) Big Mac (1) Bill Gates (1) Cato Institute (1) Chaves (1) Cisne Negro (1) Coréia (1) Deirdre McCloskey (1) DÉBT (1) Energia (1) Estado do bem estar social (1) Europa (1) FED (1) FHC (1) FMI (1) Facebook (1) Forbes (1) França (1) G20 (1) Gasto (1) H.L Mencken (1) Hume (1) ICMS (1) IPCA (1) Ilusão (1) Joaquim Levy (1) Jornal Nacional (1) Keyenes (1) Keynes (1) Krugman (1) LRF (1) Leviatã (1) Lutero (1) MST (1) Malthus (1) Mansueto Almeida (1) Mercosul (1) Michael Huemer (1) Ministério (1) Miriam Leitão (1) México (1) Nature (1) Nelson Rodrigues (1) Oposição (1) PARANÁ (1) Pesca (1) Reeleição (1) Ricardo (1) Risco Brasil (1) Ronald Coase (1) SAE (1) Santa Maria (1) Schumpeter (1) Seguro Desemprego (1) Selic (1) Simonsen (1) Stanley Fischer (1) The Machinery of Freedom (1) Toqueville (1) Veja (1) Von Mises (1) Walter Williams (1) Watsapp (1) alienação (1) analfabetismo (1) apocalipse (1) assistencialismo (1) autoengano (1) bailout (1) bolsa família (1) causalidade (1) censura (1) cinema (1) comunismo (1) conformismo (1) consumismo (1) contas públicas (1) controle (1) correlação (1) costumes (1) cotas raciais (1) crime (1) crise (1) critérios de medição (1) crédito (1) cultura (1) custo brasil (1) desemprego (1) desperdício (1) dever moral (1) discriminação (1) discriminação pelo preço (1) discurso (1) débito (1) econometria (1) educação pública (1) eonomia (1) espirito animal (1) felicidade (1) filantropia (1) fiscal (1) fisiologismo (1) funcionário público (1) ganância (1) governo; Iron law (1) greve (1) gráficos (1) guerra dos portos (1) icc (1) idiota (1) ignorância (1) igualdade (1) imobilidade (1) imprensa livre (1) incentivos (1) indivíduo (1) ineficiência (1) inovação (1) instituição (1) intuição. (1) livre comércio (1) livre mercado (1) macroeconomia (1) matemática (1) miséria (1) moeda (1) monopólio (1) monopólio estatal (1) mão-de-obra (1) negócios (1) neurociência (1) nobel (1) obras públicas (1) orçamento (1) padrão ouro (1) planos de saúde (1) poder (1) poder de compra (1) político (1) povo (1) preços (1) prisão (1) professor (1) recompensa do fracasso (1) renda (1) representação (1) retórica (1) saúde (1) segurança (1) shared spaces (1) shopping centers (1) sociedade (1) sociologia (1) subsídio (1) totalitarismo (1) trabalho escravo (1) tragédia (1) transporte público (1) troca (1) trânsito (1) urna eletrônica (1) utilidade (1) utopia (1) viéses (1) voto (1) vídeos (1) xisto (1) óbvio (1)

Postagens populares