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domingo, 21 de abril de 2013

CAPITALISMO DE COMPADRES

O BNDES serve como promotor dos interesses do Estado, também conhecido como "estratégicos". Para conseguir o dinheiro barato do banco estatal não precisa ser eficiente pela lógica do capitalismo de mercado mas sim pela lógica do capitalismo de compadres. A destruição criadora vira destruição inibidora. 


BNDES deve bancar aumento de capital de empresa de Eike

Bilionário deve vender participação na MPX para o grupo alemão E.ON e depois fará IPO com participação do banco estatal

Eike Batista
Eike Batista: nova parceria com E.ON a caminho (Patrick Fallon/Bloomberg/Getty Images)
O empresário Eike Batista deve vender uma nova fatia de sua empresa de energia, a MPX, para a alemã E.ON, que já possui 10% de participação na companhia. A MPX também deverá fazer um aumento de capital, que deve ser bancado pelo banco BTG, com participação do BNDES e da gestora de recursos Gávea (que estava de fora do acordo inicial mas, na semana passada, entrou no negócio).
O alemão Johannes Teyssen, presidente da empresa de energia E.ON, desembarca terça-feira no Brasil para assinar o contrato com Eike Batista. Há duas semanas, representantes da E.ON estiveram no Rio de Janeiro para acertar os termos finais do acordo. Segundo fontes próximas ao negócio, os alemães vão desembolsar 1,8 bilhão de reais por metade das ações de Eike - que representam cerca de 27% do capital da MPX.
Com isso, a empresa alemã, que tem 10% da companhia, ficará com uma participação inferior a 35% do capital da MPX, e se verá livre de consolidar a dívida bilionária da companhia de Eike em seu balanço.
A conversa com os alemães já dura mais de um mês e faz parte de uma reação de Eike à crise que suas empresas vêm enfrentando desde o ano passado. A venda de uma fatia maior para a E.ON é a primeira grande transação feita pelo grupo EBX depois da parceria firmada com o banco BTG, de André Esteves. 

domingo, 3 de março de 2013

MINISTRO DA PESCA QUER CRIAR PESCOBRÁS

Você sabe que temos um ministério da Pesca e Aquicultura né ? Talvez não saiba quem é o atual ocupante da pasta. O nome dele é Marcelo Crivella do PRB/RJ.

Ele também também é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e cantor gospel. Profundo conhecedor de peixes (aquele servido nos restaurantes de Brasilia) o religioso político foi alçado ao posto para blindar na época o candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad que não gozava de nenhum prestígio junto aos eleitores evangélicos.

O ministro tem grandes ambições para o ministério criado em 2003. Já aprovou junto ao BNDES (sempre ele) linhas de crédito no montante de R$4,1 bilhões para a expansão e modernização da aquicultura (o detalhe é que até então o maior orçamento para a pasta tinha sido de cerca de R$200 milhões quando da sua criação); quer dobrar a produção até 2022 (ele acha que vai estar no cargo até lá ?) e seu maior desejo é criar uma espécie de PESCOBRÁS, uma "empresa campeã" no mesmo porte da estatal do petróleo.

Em 2012 a balança comercial do setor pesqueiro fechou com um déficit de U$1 bilhão, (a exportação caiu mais 200% desde a criação do ministério). O ministério criou um seguro-desemprego para sustentar os pescadores no período de proibição da atividade na fase de reprodução, entretanto a "bolsa-pesca" é constantemente alvo de fraudes. (em 2011, 92.000 pescadores tiveram o registro caçado por determinação na Controladoria-Geral da União).

Quando o ministério estava a cargo da senadora Ideli Salvati do PT/SC ele foi alvo de um escândaloso episódio de compra de 28 lanchas por R$30 milhões de reais dos quais apenas 5 lanchas foram entregues. O detalhe é que quem tem a responsabilidade alegada de fiscalizar a atividade nos mares é da Marinha, ou seja, o ministério precisa de lancha pra quê ?

Concluindo. Qual a serventia de mais este ministério ? Acomodar fisiologismo e servir de justificativa para desvio do dinheiro dinheiro público.

Milton Friedman - Nobel de economia - definiu quatro possíveis formas de gasto:

I) gastar o próprio dinheiro consigo mesmo : é a forma mais eficiente, pois você melhor do que ninguém sabe quais são suas necessidades e irá controlar o melhor uso possível de acordo com o quê o seu orçamento lhe permite;

II) gastar o nosso dinheiro para comprar algo para terceiros : acontece em ocasiões que em você precisa por exemplo comprar um presente de aniversário. O foco no custo continua enorme mais com o conteúdo nem tanto, afinal de contas não se sabe tão bem quais são as preferências do destinatário. Outro detalhe desta modalidade é que quanto mais distante se encontra o presenteado menor será a minha preocupação com o seu conteúdo.

III) gastar dinheiro dos outros para comprar coisas para os outros: A eficiência cai muito, pois não sou eu quem aproveita aquilo que foi comprado nem com a restrição orçamentária. Essa forma representa a maioria dos gastos públicos. Os políticos usam o dinheiro que não tem dono para gastar com serviços para terceiros. Fica claro que a preocupação com a qualidade do conteúdo ou o quanto ele custa cai por terra.

IV) o pior de todos é gastar dinheiro dos outros para comprar coisas pra gente. É o quê acontece quando políticos corruptos assumem cargos com orçamentos polpudos (nem precisa ser tão polpudo assim), metas subjetivas e longe das grandes lentes da imprensa ou da sociedade civil em geral. A gastança é garantida e a farra fica por conta do bolso alheio. Lanchas, viagens, refeições caras e carros de luxo ficam pedindo para serem consumidos.

Se o governo realmente queria fazer alguma coisa para alavancar a indústria pesqueira no país o melhor que tinha a fazer era envolver o setor privado, chamar sua atenção, convencê-lo dos potenciais da atividade e se afastar. Aliás está deveria ser a abordagem na economia como um todo. Chega de um Estado obeso, ineficiente e corrupto. Não pensem que no Brasil o governo será a solução para os gargalos da economia. O governo é o próprio problema ! NEM PESCOBRÁS, NEM PETROBRÁS !!!

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