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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A TOLA ILUSÃO

Não é porque esta entalhado em ouro na rocha mais dura encontrada na natureza, ou por estar escrito num documento chamado constituição que o governo "protegerá o direito de seus cidadãos" que automaticamente esta assegurado tal objetivo.

Afinal de contas estamos falando de seres humanos aqui, estejam eles trancafiados numa prisão, isolados numa ilha deserta, sentados numa cadeira presidencial de uma empresa ou num gabinete do congresso nacional, todos estão sujeitos aos vícios e virtudes inerentes à raça humana.

É melhor portanto prender-se ao "como será" dado aos incentivos postos do que ao "como deveria ser" dado à intenção, pompa e todo cerimonial emprestado ao cargo.

sábado, 20 de dezembro de 2014

PENSAMENTOS SOLTOS

A reivindicação dos "loosers" geralmente vai em direção dos símbolos, dos sinais exteriores, das conquistas explícitas e tangíveis dos bem sucedidos.

O capitalismo premia o mérito, quanto mais desejado é o produto do seu esforço, mais rico você fica. Naturalmente suas posses, seus bem materiais seu acesso às coisas boas que a vida oferece se expandirão; assim como a inveja dos desprovidos.

Os "loosers" vão xingar o mundo de injusto, vão se apoiar em ideologias que pregam igualdade de resultados e vão querer, em última instância, tomar o que é fruto do trabalho alheio.

O quê talvez a maioria não perceba é que o foco deste sentimento de "justiça" (que nada mais é do que inveja disfarçada de nobreza) ataca a conseqüência e não a causa do sucesso dos outros.

Se quer tirar algo de alguém mais bem posicionado patrimonialmente do que você, tire o conhecimento, tire o exemplo, tire a atitude, o comportamento, o mesmo grau de esforço. Desta forma, sim, você provavelmente estará emulando as coisas certas para se alcançar o mesmo bem estar.
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Se alguém tem dúvidas do quanto o Estado (fora das suas atribuições clássicas) é prejudicial a economia basta dar uma olhada na rua 25 de março em São Paulo, especialmente nesta época do ano.

Ali é o retrato de uma vasta parcela da economia (algo em torno de metade das empresas do país) que se move pelas sombras. Não tem condições de contratar empregados e pagar por eles pelo menos R$ 1.500 (salário mínimo oficial mais encargos), nem de cumprir com todas as complexas obrigações acessórias e principais demandas da Receita estadual, municipal, federal, do inmetro, da anvisa, do ministério do trabalho, da junta comercial,...

Mas se for levado em conta apenas o esforço individual, a iniciativa, a criatividade e a disposição para o trabalho duro, sem as amarras e custos de pesadas regulamentações e ingerência estatal, o empreendimento não só sobrevive como prospera.

Mas como por aqui se pune como em pouquíssimos lugares a ousadia de se ter um negócio, basta o empresário enquadrar sua firma nos parâmetros da formalidade brasileira e pronto…é o começo do fim para muitas. O desvio de foco e energia para atividades exigidas pelo aparato burocrático nacional sufoca todo o empreendimento.

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O Capitalismo é o nome que se dá a algo difícil de expressar em palavras. Nele, os homens são livres, para espontânea e voluntariamente perseguirem o atendimento de suas necessidades básicas e (muito importante) suas necessidades supérfluas através do fruto do seu próprio esforço. 

No Capitalismo, a especialização promove a maior produtividade, as trocas ocorrem em reconhecimento de que ninguém é muito bom em tudo e que, se você focar na produção daquilo em que você é melhor, poderá obter as outras coisas de que você necessita sem se preocupar em ter que produzi-las, como conseqüência deste sistema o desenvolvimento geral nasce e cresce, como uma mágica.

Ele não foi inventado, planejado ou desenhado por ninguém (se fosse, todos os prêmios nobel deveriam ser concedidos ao seu criador). É fruto da iteratividade e das lutas seculares por liberdade e pela propriedade privada travada entre homens livres e senhores feudais, nobres ou ditadores.

A distinção deixou de ser pelo sangue, nome da família, raça ou pelo credo que você comunga para ser pela quantidade de dinheiro que você tem no bolso. 

sábado, 29 de março de 2014

A MAIOR DE TODAS AS INVENÇÕES

Pense nos atributos que uma invenção muito bem sucedida deva ter. Para facilitar o raciocínio vamos desenvolver o argumento de trás pra frente. Iremos descrever alguns atributos e refletir se eles fariam parte de um empreendimento de sucesso.


  • Possuir seguidores (clientes) que lhe adorem - com uma convicção quase que religiosa;
  • Render aos seus sócios, apoiadores e empregados fontes abundantes de riqueza;
  • Eliminar a concorrência;
  • Distribuir dividendos e salários independentemente da existência de lucro;
  • Ser a solução para os problemas que o próprio empreendimento cria, num ciclo de retroalimentação constante;
  • Poder obrigar as pessoas, a força se preciso for, a consumir, usar ou comprar seu produto;
  • Não se preocupar em cumprir regras, pois afinal de contas, elas são criadas pelos próprios dirigentes do empreendimento;
  • Ter acesso a matéria-prima e outros insumos de forma exclusiva ou prioritária e escolher o formato de extração e uso dos mesmos;
São vantagens avassaladoras e inimagináveis para qualquer tipo de negócio…menos para um específico: o Estado.

Ele foi criado em seus primórdios em sociedades pré-tribais para prover a um grupo de pessoas poder e recursos temporários em tempos de guerra. Em troca ele entregaria a administração da justiça, a organização de tarefas e estratégias de combate com o objetivo de defesa.

Esta entidade foi se aperfeiçoando e se legitimando através de teorias especialmente elaboradas para lhes justificar sua existência.

Atualmente a coisa ficou tão inscrutada nas mentes e corações que o simples fato de especular sobre sua existência, já garante ao seu autor adjetivos mais depreciativos do que àqueles atribuídos aos infiéis pela Santa Inquisição na idade média.

Não resta a menor dúvida portanto que a maior de todas as invenções produzidas pelo engenho humano seja conferido ao Estado. Não aquele Estado objeto de uma evolução natural e resultado da forma mais eficaz que as sociedades encontraram para se organizar. Mas o atual, que conseguiu pra si a imagem de intocável, insubstituível e senhor de todos os destinos de um povo.

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