Mostrando postagens com marcador reformas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reformas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CRISE, REFORMAS E ARGENTINIZAÇÃO DO BRASIL

Se temos trânsito engarrafado provocados por crédito farto, gasolina subsidiada e impostos reduzidos para montadoras, chama o Estado. Vamos pedir para que ele providencie transporte público de graça, alargue as estradas ou retome o programa de incentivo ao etanol.

DilmaCristina288_PaoloAguilarEFE20110728.jpgSe temos inflação alta por leniência do Banco Central e impressão de dinheiro a torto e a direito, chama o Estado. Vamos pedir pra ele controlar preços, segurar o custo do crédito na ponta (via bancos públicos) ou tirar o tomate do índice de preços.

Se estamos com problemas nas contas externas por excesso de gastos e perda de confiança do investidor, chama o Estado. Vamos pedir pra ele maquiar as contas públicas para mostrar um superávit que não existe, discursar em foros internacionais contra o protecionismo via políticas de subsídios e aumentar o imposto do turista que compra com cartão de crédito e cartão pré-pago.

Se a indústria cresce pouco, chama o Estado. Ele concede crédito barato via BNDES para quem grita mais, impede produtos importados de entrarem no país e manipula o cambio.

Enfim, todo problema causado pelo Estado, a solução proposta envolve a ação intervencionista de mais Estado, num ciclo vicioso e sem freio.

Estamos em ano eleitoral e pelo andar da carruagem (câmbio, crise Argentina, pibinho atrás de pibinho, crescimento menor da China, interrupção dos QE's do FED, inflação) teremos um ambiente de crise ou muito próximo de uma daqui a alguns meses. E o quê se faz numa crise ? Reformas.

Entretanto quem disse que reformas são sempre para o bem ? A Venezuela de reforma em reforma transformou o país numa Cuba com petróleo. Então se os nossos governantes quando re-eleitos (este infelizmente é o cenário mais provável) arregaçarem as mangas para fazerem passar reformas, temo que serão para AUMENTAR o estatismo na economia.

Medidas como câmbio fixo, intervenção total no Banco Central, PAC II, "regulamentação" da imprensa entre outros, já estão na pauta do PT. Estamos num processo de argentinização que pode se acelerar após as eleições, caso Dilma vença e a crise chegue.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A VERDADE NUA E CRUA

A Constituição de 1988, pode ser bonitinha, bem escrita, símbolo da redemocratização e coisa e tal, mas no frigir dos ovos trata-se de uma utopia.

Os constituintes gostariam de transformar o Brasil no verdadeiro país das maravilhas onde a saúde, a educação, o transporte, a aposentadoria por tempo de serviço ou invalidez e toda rede de segurança para os desempregados fossem universais. 

Só que para ser universal o país ou tinha que ter uma população bem menor, ou mais dinheiro, ou prover os tais serviços do jeito que fosse possível, traduzindo: Mal e porcamente.

O pior é que teve gente que acreditou que esta fábula fosse possível. Talvez num breve período que coincidiu com o mandato do presidente Lula (exatamente, o barbudo tirou o bilhete premiado) onde nossas commodities minerais e agrícolas (vejam gráficos abaixo) tiveram valorizações superiores a 250% no mercado internacional proporcionando dinheiro farto para bolsas famílias, alargamento do crédito, equacionamento de dívida externa e até acumulo de reservas, criou-se a esperança de que poderíamos ser sim, uma Noruega dos trópicos.

Mas nada é para sempre. A economia capitalista é cíclica e o tempo de vacas gordas uma hora acaba. Nessa hora, como diz Warren Buffet é que a maré baixa e aparecem quem estava nadando nú. Pois bem e agora ? Agora temos que fazer nossas escolhas.

Como diz o economista Samuel Pessoa, está na hora de rever o contrato social. Certamente o Estado não tem como prover para uma massa de quase 200 milhões de pessoas saúde, educação, transporte, previdência e segurança de graça. E ainda ser dono da Petrobrás, da Eletrobrás, da Caixa Econômica, etc,...

O Estado vai ter que privatizar, diminuir ministérios, igualar  100% o regime previdenciário do setor público ao do setor privado, investir em infra-estrutura, diminuir burocracia, desregulamenar o setor de saúde, atrair mão-de-obra qualificada do exterior (No Brasil o número de médicos formados estrangeiros é de 1,5%, nos EUA é de 25%, na Inglaterra 34%), e principalmente fazer uma reforma política bem feita e ampla. Não dá pro cidadão votar no Tiririca e eleger mais 4 deputados de roldão, quê isso ? 

Nosso sistema político está esquizofrênico. Os políticos não têm ideologia, não têm bandeira, não fiscalizam nada, não são punidos, votam os próprios salários, empregam amigos, amantes e familiares, superfaturam obras de forma descarada e exagerada (só para a Copa das Confederações a previsão de gastos iniciais já estourou em mais de 100%. É a mais cara da história). Criam partidos como criassem empresas de faixada e trocam de legendas como trocassem de cueca.

Avançamos muito pouco quando poderíamos ter avançado muito. Precisamos de um choque de realidade para não cairmos na armadilha do "Desta vez é diferente ". 
Gráfico 1 – Índice de preço das commodities agrícolas - 1990-2014* (índice 2005=100)
GRAF2
Gráfico 2 – Índice de preço das commodities minerais - 1990-2014* (índice 2005=100)
GRAF3
fonte: Blog do Mansueto Almeida.

Marcadores

Economia (23) Brasil (20) Estado (20) desenvolvimento (14) Dilma (13) democracia (13) inflação (12) política (11) PIB (10) governo (10) investimentos (10) sugestão de leituras (9) BNDES (8) corrupção (8) crescimento (8) história econômica (8) moral (8) Capitalismo (7) Mantega (7) Petrobrás (7) liberdade (7) EUA (6) dívida (6) educação (6) gasto público (6) intervencionismo (6) rent-seeking (6) carga tributária (5) lei (5) produtividade (5) protecionismo (5) Adam Smith (4) Impeachment (4) Marx (4) Mercado (4) cidades (4) ciência (4) egoísta (4) eleições (4) impostos (4) liberalismo (4) projeção (4) socialismo (4) Caixa Econômica (3) China (3) Friedman (3) Lula (3) Manifestações (3) The Economist (3) capitalismo de compadrio (3) constituição (3) crise financeira (3) economia comportamental (3) filosofia (3) impunidade (3) instituições (3) mensalão (3) superávit primário (3) violência (3) Banco Central (2) Bancos (2) David Friedman (2) Eike Batsita (2) Estatal (2) Fernando Henrique (2) PT (2) Roberto Campos (2) américa latina (2) analfabeto (2) balança comercial (2) compadrio (2) comportamento (2) comércio (2) confiança (2) confisco (2) conjuntura (2) consumo (2) desenvolvimentismo (2) desregulamentação (2) economistas (2) filosofia moral (2) finanças (2) frases (2) gastos (2) imposto (2) juros (2) justiça (2) marcas (2) pessimismo (2) previdência social (2) preço (2) privatização (2) reformas (2) representatividade (2) serviço publico (2) welfare state (2) Ambev (1) André Lara Resende (1) Apple (1) BETO RICHA (1) Banco Mundial (1) Bastiat (1) Big Mac (1) Bill Gates (1) Cato Institute (1) Chaves (1) Cisne Negro (1) Coréia (1) Deirdre McCloskey (1) DÉBT (1) Energia (1) Estado do bem estar social (1) Europa (1) FED (1) FHC (1) FMI (1) Facebook (1) Forbes (1) França (1) G20 (1) Gasto (1) H.L Mencken (1) Hume (1) ICMS (1) IPCA (1) Ilusão (1) Joaquim Levy (1) Jornal Nacional (1) Keyenes (1) Keynes (1) Krugman (1) LRF (1) Leviatã (1) Lutero (1) MST (1) Malthus (1) Mansueto Almeida (1) Mercosul (1) Michael Huemer (1) Ministério (1) Miriam Leitão (1) México (1) Nature (1) Nelson Rodrigues (1) Oposição (1) PARANÁ (1) Pesca (1) Reeleição (1) Ricardo (1) Risco Brasil (1) Ronald Coase (1) SAE (1) Santa Maria (1) Schumpeter (1) Seguro Desemprego (1) Selic (1) Simonsen (1) Stanley Fischer (1) The Machinery of Freedom (1) Toqueville (1) Veja (1) Von Mises (1) Walter Williams (1) Watsapp (1) alienação (1) analfabetismo (1) apocalipse (1) assistencialismo (1) autoengano (1) bailout (1) bolsa família (1) causalidade (1) censura (1) cinema (1) comunismo (1) conformismo (1) consumismo (1) contas públicas (1) controle (1) correlação (1) costumes (1) cotas raciais (1) crime (1) crise (1) critérios de medição (1) crédito (1) cultura (1) custo brasil (1) desemprego (1) desperdício (1) dever moral (1) discriminação (1) discriminação pelo preço (1) discurso (1) débito (1) econometria (1) educação pública (1) eonomia (1) espirito animal (1) felicidade (1) filantropia (1) fiscal (1) fisiologismo (1) funcionário público (1) ganância (1) governo; Iron law (1) greve (1) gráficos (1) guerra dos portos (1) icc (1) idiota (1) ignorância (1) igualdade (1) imobilidade (1) imprensa livre (1) incentivos (1) indivíduo (1) ineficiência (1) inovação (1) instituição (1) intuição. (1) livre comércio (1) livre mercado (1) macroeconomia (1) matemática (1) miséria (1) moeda (1) monopólio (1) monopólio estatal (1) mão-de-obra (1) negócios (1) neurociência (1) nobel (1) obras públicas (1) orçamento (1) padrão ouro (1) planos de saúde (1) poder (1) poder de compra (1) político (1) povo (1) preços (1) prisão (1) professor (1) recompensa do fracasso (1) renda (1) representação (1) retórica (1) saúde (1) segurança (1) shared spaces (1) shopping centers (1) sociedade (1) sociologia (1) subsídio (1) totalitarismo (1) trabalho escravo (1) tragédia (1) transporte público (1) troca (1) trânsito (1) urna eletrônica (1) utilidade (1) utopia (1) viéses (1) voto (1) vídeos (1) xisto (1) óbvio (1)

Postagens populares