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quarta-feira, 17 de abril de 2013

FRASES PARA EXPLICAR O BRASIL

Fiz questão de pegar frases e pensamentos de economistas ou personalidades de esquerda e de direita. Leia-as e me digam qual país lhe vem a mente ? ...


"Inflação é taxação sem legislação", Milton Friedman.

"Conforme envelhece, a maior parte dos homens ama mais o dinheiro e a segurança e menos a criação e a construção", John Maynard Keynes.

“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar”, Roberto Campos.

“O que certamente nunca houve no Brasil foi um choque liberal. O liberalismo econômico assim como o capitalismo não fracassaram na América Latina. Apenas não deram o ar de sua graça”, Roberto Campos.

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, Karl Marx.

“A verdadeira tragédia dos pobres é a pobreza de suas aspirações”,
 Adam Smith.

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada" Ayn Rand.

A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado como indigno e o lucro como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa.”  Friedrich Hayek.

"O déficit público não é de caráter orçamentário. O déficit público simplesmente não tem caráter." Mário Henrique Simonsen.

"Em política econômica, o que não é óbvio quase sempre é besteira." Mário Henrique Simonsen.

"No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro." 
Luiz Inácio Lula da Silva, em 1988.

“O desenvolvimento, na realidade, diz respeito às metas da vida. Desenvolver para criar um mundo melhor, que responda às aspirações do homem e amplie os horizontes de expectativas. Só há desenvolvimento quando o homem se desenvolve”, Celso Furtado.

"Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo", Paul Krugman.

“Nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de uma pessoa quanto a falta de dinheiro.” John Kenneth Galbraith.

terça-feira, 9 de abril de 2013

ECONOMIA E ECONOMISTAS

Economia é uma ciência em formação. Você não vê nas ciências exatas como na física ou química duas teorias que ora uma prevalece, ora é outra. Algo como newtonianos contra eisteinianos é inconcebível, pois uma vez testado e reconhecido pela comunidade científica um paradigma substitui outro e ponto final. Na economia até hoje, quase 250 anos depois, ainda não chegamos a conclusão do papel do Estado. Quem está certo Keynes ou Hayek, Samuelson ou Friedman ?

Certa vez um matemático desafiou o grande economista Paul Samuelson a apresentar uma idéia em economia que fosse verdadeira, como um axioma matemático, e não óbvia. Samuelson, laureado com Nobel de economia em 1970, apresentou a Teoria das vantagens comparativas como resposta. Mas o fato é que realmente existem poucas ou nenhuma certeza em economia, pelo menos no mesmo grau das ciências chamadas duras (física, química, biologia, matemática, medicina).

Na esteira da mecânica newtoniana da segunda metade do século XVIII surgiu a economia, que se pretendia, assim como a física, determinar as leis da natureza que poderiam ser aplicadas com a mesma segurança da lei da gravidade às interações sociais. (O curioso é que o próprio Isaac Newton, um dos maiores gênios que já passou pela terra, perdeu uma fortuna especulando na Bolsa de Londres). Adam Smith pavimentou o caminho. Seu insight acerca da mão invisível persiste até hoje como um dos maiores achados em ciência social. Cada indivíduo motivado pelo próprio egoísmo e deixado livre, procurará, em um mercado competitivo (esta premissa é importante) produzir cada vez mais, com melhor qualidade e menor custo com vistas a aumentar seu lucro. Este sistema, como que coordenado por uma mão invisível, tratará de entregar prosperidade, desenvolvimento e riqueza para a sociedade.

Uma das definições preferida acerca do que é economia foi dada por Lionel Robbins que afirma ser ela "a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos."

John Maynard Keynes, sem dúvida um dos maiores expoentes da história econômica certa vez declarou:
"O estudo da teoria econômica não parece exigir qualquer dom especializado de grande profundidade. Não é assunto relativamente fácil quando comparado com a filosofia ou a ciência pura. Uma disciplina fácil, em que poucos se sobressaem. O paradoxo talvez seja explicado pela constatação de que o economista deve ter uma rara combinação de dons. Tem de ser matemático, historiador, estadista, filósofo, em certa medida. Deve entender de símbolos e falar através de palavras. Deve ver o particular em termos do geral , e abranger o abstrato e o concreto do mesmo pensamento. Deve estudar o presente à luz do passado para entender o futuro. Nenhuma parte da natureza humana ou de suas instituições deve ficar completamente fora do seu olhar. Deve ser ao mesmo tempo desinteressado e interessado, tão distante e incorruptível quanto um artista e, às vezes, tão próximo da terra quanto um político".

A dificuldade em economia esta em seu objeto. Sempre mutável. assim como também da necessidade de que seu estudioso se dispa de idéias pré-concebidas, vícios e credos, o quê quase sempre é improvável de ocorrer em sua plenitude.  A matemática de Euclides de 2000 anos atrás serve de base para explicar a moderna teoria das cordas dos dias de hoje. O mundo da economia é diferente. O trabalho não é mais escravo. A moeda não é mais metálica mas fiduciária. As fronteiras não são mais fechadas mas abertas ao comércio de bens e serviços. As comunicações e os transportes são instantâneos, a igreja já não mais monopoliza o pensamento. Juros não é mais proibido.

Ao declarar que as pestes, doenças, guerras e fome têm como objetivo equilibrar a quantidade de alimentos à quantidade de pessoas (Malthus); ou de que os trabalhadores se revoltarão e tomarão as rédeas do Estado para tomar o capital e socializar os meios de produção (Marx); ou de que o Governo deveria restringir sua área de atuação à educação, saúde e segurança (Friedman) , acabam os economitas por angariar pouca simpatia e compreensão do público em geral.

As crises financeiras, bancárias, de dívida e crédito foram amainadas ou acentuadas pela ação dos estudiosos de economia? O desemprego, desigualdade de renda e a inflação foram domadas pelas instituições e políticas criadas e recomendadas pelos economistas ? 

Democracia, livre comércio, igualdade de oportunidades, educação universal, mercados não monopolizados, livre circulação de pessoas, bens e serviços são alguns pontos primordiais em que 99,99% dos economistas concordam e defendem. Baseado nesta constatação é que a minha resposta as perguntas do parágrafo anterior é afirmativa. Muito ainda há por se fazer mas o ferramental desenvolvido é poderoso e aparelha o raciocínio contra as armadilhas do passado.

Adam Smith, Malthus,  Ricardo, Marx (até ele), Mill, Say, Senior, Hodgskin, Bastiat, Jevons, Walras, Marshall, Veblen, Pareto, Keynes, Hayek, Schumpeter, Sraffa, Tobin, Robbins, Hicks, Fisher, Friedman, Samuelson, North, Arrow, Simolsen, Furtado, Stigler, Modigliani, Solow, Becker, Coase, Schelling, Krugman, Sargent, entre outros, erraram e acertaram mas, o norte estava certo: a busca pela prosperidade, com eficiência, riqueza e justiça.

domingo, 3 de março de 2013

MINISTRO DA PESCA QUER CRIAR PESCOBRÁS

Você sabe que temos um ministério da Pesca e Aquicultura né ? Talvez não saiba quem é o atual ocupante da pasta. O nome dele é Marcelo Crivella do PRB/RJ.

Ele também também é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e cantor gospel. Profundo conhecedor de peixes (aquele servido nos restaurantes de Brasilia) o religioso político foi alçado ao posto para blindar na época o candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad que não gozava de nenhum prestígio junto aos eleitores evangélicos.

O ministro tem grandes ambições para o ministério criado em 2003. Já aprovou junto ao BNDES (sempre ele) linhas de crédito no montante de R$4,1 bilhões para a expansão e modernização da aquicultura (o detalhe é que até então o maior orçamento para a pasta tinha sido de cerca de R$200 milhões quando da sua criação); quer dobrar a produção até 2022 (ele acha que vai estar no cargo até lá ?) e seu maior desejo é criar uma espécie de PESCOBRÁS, uma "empresa campeã" no mesmo porte da estatal do petróleo.

Em 2012 a balança comercial do setor pesqueiro fechou com um déficit de U$1 bilhão, (a exportação caiu mais 200% desde a criação do ministério). O ministério criou um seguro-desemprego para sustentar os pescadores no período de proibição da atividade na fase de reprodução, entretanto a "bolsa-pesca" é constantemente alvo de fraudes. (em 2011, 92.000 pescadores tiveram o registro caçado por determinação na Controladoria-Geral da União).

Quando o ministério estava a cargo da senadora Ideli Salvati do PT/SC ele foi alvo de um escândaloso episódio de compra de 28 lanchas por R$30 milhões de reais dos quais apenas 5 lanchas foram entregues. O detalhe é que quem tem a responsabilidade alegada de fiscalizar a atividade nos mares é da Marinha, ou seja, o ministério precisa de lancha pra quê ?

Concluindo. Qual a serventia de mais este ministério ? Acomodar fisiologismo e servir de justificativa para desvio do dinheiro dinheiro público.

Milton Friedman - Nobel de economia - definiu quatro possíveis formas de gasto:

I) gastar o próprio dinheiro consigo mesmo : é a forma mais eficiente, pois você melhor do que ninguém sabe quais são suas necessidades e irá controlar o melhor uso possível de acordo com o quê o seu orçamento lhe permite;

II) gastar o nosso dinheiro para comprar algo para terceiros : acontece em ocasiões que em você precisa por exemplo comprar um presente de aniversário. O foco no custo continua enorme mais com o conteúdo nem tanto, afinal de contas não se sabe tão bem quais são as preferências do destinatário. Outro detalhe desta modalidade é que quanto mais distante se encontra o presenteado menor será a minha preocupação com o seu conteúdo.

III) gastar dinheiro dos outros para comprar coisas para os outros: A eficiência cai muito, pois não sou eu quem aproveita aquilo que foi comprado nem com a restrição orçamentária. Essa forma representa a maioria dos gastos públicos. Os políticos usam o dinheiro que não tem dono para gastar com serviços para terceiros. Fica claro que a preocupação com a qualidade do conteúdo ou o quanto ele custa cai por terra.

IV) o pior de todos é gastar dinheiro dos outros para comprar coisas pra gente. É o quê acontece quando políticos corruptos assumem cargos com orçamentos polpudos (nem precisa ser tão polpudo assim), metas subjetivas e longe das grandes lentes da imprensa ou da sociedade civil em geral. A gastança é garantida e a farra fica por conta do bolso alheio. Lanchas, viagens, refeições caras e carros de luxo ficam pedindo para serem consumidos.

Se o governo realmente queria fazer alguma coisa para alavancar a indústria pesqueira no país o melhor que tinha a fazer era envolver o setor privado, chamar sua atenção, convencê-lo dos potenciais da atividade e se afastar. Aliás está deveria ser a abordagem na economia como um todo. Chega de um Estado obeso, ineficiente e corrupto. Não pensem que no Brasil o governo será a solução para os gargalos da economia. O governo é o próprio problema ! NEM PESCOBRÁS, NEM PETROBRÁS !!!

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