sábado, 31 de janeiro de 2015

The Age of State

Nosso século ficará conhecido para a posteridade como The Age of State.

O número de funcionários públicos a serviço da burocracia estatal é assombrosamente maior do que em qualquer época que nos precedeu (No Brasil são mais de 25% da força de trabalho, nas monarquias absolutas européias da idade média, o staff permanente e remunerado do rei mal chegava a casa da centena)

O Gasto público é a face mais aguda deste processo de estatitzação de tudo. O gasto per capita nos EUA na época em que os fouding fathers resolveram ir a guerra para independência dos EUA era de U$ 0,67. Nos dias que correm este montante roda na casa de U$ 12 mil.

Os impostos são a principal fonte de financiamento dos gastos. No Brasil, nos tempos do império nossa carga era 5% do PIB, hoje 40%.

A crueldade também é impar. Ninguém matou mais neste século do que o governo, em seus próprios países (não estou falando portanto de guerra entre nações). Stalin ceifou mais de 60 milhões de vidas soviéticas, Mao Tse Tung, riscou do mapa cerca de 30 milhões de chineses e Hitler mais de 16 milhões de alemães.
Ora, nem se os reis e imperadores de épocas imemoriais quisessem, obteriam êxito em tal intento, simplesmente por não terem poder suficiente para isto. Os exércitos nem eram  permanentes e as somas de dinheiro, como fração da riqueza de toda nação, que seguia para os cofres reais não são nem sobras do que gozam hoje os governantes mundo afora.

Os gastos em todos os países que se tem registro só tem uma direção: A ascendente. Nenhum país, teve retração de gastos, em relação ao PIB, nos últimos 80 anos.
Keynes é o deus desta turma. Não importa se o renomado economista inglês tenha recomendado aumento de gastos apenas em períodos de resceção e que, portanto, os incentivos montados deveriam ser removidos quando a bonança chegasse, o que importa é gastar, gastar e gastar e depois basta responder: "política keynesiana" para apresentar as justificativas. 

O mais trágico é  que virou um moto contínuo. Teremos mais do mesmo. A solução pronta no discurso e mente de governos e governados é: "Estado, me ajude !"

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O VERDADEIRO TESTE

Quando eu estava na academia militar certa vez o tenente me colocou para patrulhar uma área juntamente com um companheiro que era tido como o sujeito mais chato da turma.

Ao final da missão eu não achei o cara tão mau, simplesmente ele tinha uma mania pouco admirada entre os seres humanos que era de dizer o que pensa de forma direta e sem rodeios. Esse tipo de comportamento incomoda muita gente.

Ao final e ao cabo o tenente me elogiou pelo desempenho e companheirismo, mas uma coisa que ele me disse foi especialmente marcante para mim, algo mais ou menos assim: "olha, se relacionar e se dar bem com pessoas simpáticas, brincalhonas e parecidas conosco é fácil, o difícil e o verdadeiro diferencial é se dar bem com os diferentes, com os 'malas'".

Isso tudo para traçar um paralelo com o artigo do Ives Gandra que li hoje na Folha acerca de mais uma declaração vinda dos lados do planalto central sobre a "necessidade" de democratizar ou regular economicamente ou socializar a mídia. Trocando em miúdos, censurar a imprensa.

Tivesse as capas das revistas e os programas de rádio e televisão tecendo loas ao desempenho do governo e elogiando seus feitos certamente a tal "necessidade" de regulação social não viria à baila. Entretanto, e aí vai toda a moral da história, é exatamente quando a mídia denuncia, critica, investiga e faz chacota com o governo de plantão que se prova realmente a existência da liberdade de imprensa. Ouvir e ler que você é um estadista visionário é muito fácil, difícil é aceitar te chamarem de ladrão, corrupto e incompetente. Aí é que se mostra se as suas instituições estão mais pra Venezuela ou para os EUA.

E olha que nem somos um país que pode ser reconhecido exatamente como um primor de liberdade de imprensa. Estamos na intermediária da régua (que vai da total liberdade até a censura total). Mais detalhes neste link na página 79. Os motivos de sermos mediocremente classificados são devido a coisas como: ações judicias contra jornais e jornalistas, violência contra repórteres e censura imposta por normas legais.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

BALAIO DE GATO

Roberto Campos dizia que burocrata corrupto tem poder de mais e salário de menos. 

O balaio de gato que são estas estatais é coisa pra qualquer marciano que descesse na terra agora pedir para vestirem-no com camisa de força.

A Petrobrás é, para efeitos legais, uma empresa mista de capital aberto. Sentado na cabeceira de seu conselho de administração esta um ex-ministro de estado, os órgãos responsáveis por fiscalizá-lo pertencem ao seu acionista-majoritário, os principais cargos de direção estão tomados por diretores abertamente encarregados de fazer política de governo.
A estatal do ouro negro era a única coisa que a administração petista tinha com caixa para brincar de fazer investimento e de quebra dar uma segurada na inflação.

Os preços de seus produtos são determinados por qualquer coisa menos algo que se assemelhe com a interseção entre oferta e demanda. Não sabe-se onde circula mais bandido, no Bangu I ou nos corredores da Petroleira.

Estão colocando os lobos para cuidar das galinhas e lambuzando-as com molho barbecue para realçar o sabor. A conflito de interesse e o chamado risco de agência são flagrantes. 
Segregação de função zero.
Governança corporativa zero.
Accoutability zero.
Gestão voltada para lucratividade zero.
Transparência zero.

Soma-se a isso o fato de ser uma empresa, como toda estatal, monopolista e que movimenta bilhões de dólares por mês. É pedir para ser roubado. 
Afinal de contas: O Petrolão é nosso !!!

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