sexta-feira, 5 de julho de 2013

TÁXI POR HABITANTE E O MEDO DO MERCADO

Em Curitiba está sendo discutida a concessão de novas licenças para o aumento da frota de táxis na cidade. 

Este é mais um exemplo da velha assertiva de que, via de regra, tudo que opera fora do mercado, funciona de forma ineficiente, mal e transferindo renda para algum espertalhão.

Os casos dos táxis são emblemáticos. Trata-se de um mercado altamente regulado, com vistas a atender grupos de interesse e cheio de anomalias. Cada cidade tem sua regra, tarifas controladas e cláusulas de barreira a novos entrantes.

A demanda por táxi possivelmente deveria ser influenciada pela oferta dos transportes alternativos ao taxi, preço do combustível, demografia e geografia.  Mas o governo mais uma vez tratou ele mesmo de, como num passe de mágica, determinar quanto, como e onde deve haver frota. Resultado: Toda sorte de distorções. Basta dar uma pesquisada rápida na internet para ver como o pessoal de Brasília, Florianópolis, São Paulo, Curitiba, etc, estão insatisfeitos com a prestação deste serviço. 

Abaixo um retrato da falta de qualquer ógica no mapa de táxi por habitantes brasil a fora.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

QUE SEJAM BEM VINDO OS MÉDICOS ESTRANGEIROS

Médicos do SUS realizam protesto na Avenida Paulista, contra o baixo investimento do governo brasileiro na saúde pública, em São Paulo

No século XVIII o economista David Ricardo já demonstrava de forma irrefutável as vantagens do livre mercado. Sua teoria das vantagens comparativas revolucionou o pensamento econômico e lançou as bases para a Globalização que teve seu auge no fim do século XIX e início do XX. Interrompido com a deflagração da 1ª guerra mundial e retomado com vigor agora no começo deste século.

O livre comércio de produtos, capital e mão-de-obra é um dos corolários mais caros dos economistas liberais e um dos poucos que também goza de bom trânsito mesmo entre àqueles de cepa mais intervencionista.

No Brasil existe uma clara deficiência na prestação do serviço de saúde. O contraste na qualidade entre as metrópoles e as regiões do interior é abissal. Sem entrar no mérito de qual é a medida  de culpa do Estado uma coisa é certa: Tem muita gente com mau ou sem atendimento país adentro. Ou seja existe uma demanda ociosa no mercado de saúde.

As barreiras à entrada de médicos no país impede que haja um aumento da oferta para cobrir estes espaços existentes - aqui leia-se pacientes precisando de atendimento. Os doutores nacionais reclamam que faltam condições físicas mínimas, que os salários são baixo, que a carga horária é pesada, que as cidades do interior são violentas, sem infra-estrutura, etc,... Mas se virá um médico cubano, espanhol, boliviano, egípcio, etc, com disposição para trabalhar lá, então que venham. E digo mais, mesmo que seja para os estrangeiros trabalharem nas grandes metrópoles, aumentando a concorrência e diminuindo o valor da consulta médica nestes mercados, expulsando profissionais para outras área, ótimo. (clique aqui para ver como é o mapa da concentração de médicos no Brasil)

Assim como diversos médicos formados aqui desfrutam de liberdade para ir trabalharem nos EUA e em diversos países mundo afora, o mesmo já deveria estar valendo para cá. Óbvio que temos que certificar que a formação destes profissionais seja compatível com a atividade que ele irá exercer. A validação do diploma e a análise do registro deve ser feita de forma criteriosa e antes de liberar os pretendentes para o trabalho. Feito isso, deixem-os livres que o mercado tratará de alocá-los da melhor forma.

 

terça-feira, 2 de julho de 2013

O FED E A CIRANDA DA ALEGRIA

O Federeal Reserve (FED), banco central dos EUA, obteve em 2008 permissão para também poder comprar títulos de dívida privada, jogando dólares nos bancos a fim de destravar o crédito e evitar o risco de deflação, semelhante ao ocorrido na crise de 1929 e no Japão no fim do século passado.

O bancos privados se encontravam hiperalavancados e cheio de empréstimos concedidos para devedores picaretas, seus títulos de dívida, calçados nestes empréstimos não valiam então um tostão furado. Em suma, os bancos se encontravam num beco sem saída, pois fizeram tudo o que um banco não pode fazer, emprestar muito e mal.

Eis que o paizão Ben Bernanke, presidente do FED, veio então ao socorro dos pobres banqueiros comprando papéis que ninguém mais queria comprar. Ora, mas ele fazia isso para que o banqueiros repassassem o dinheiro para o mercado, liberando capital para empresas e indivíduos - de risco adequado - poderem investir e voltar a consumir, destravando a economia e gerando emprego e renda, mas .... Não é bem isso que aconteceu. Os gatunos entesouraram mais de 80% do dinheiro vindo do FED. Veja os gráficos abaixo.


Source of basic data: International Financial Statistics of the International Monetary Fund



O FED criou mais de U$ 1,7 trilhão desde então e o volume de crédito disponibilizado para o setor privado permanece U$ 820 bilhões a menos do que em 2008.

Para resumir em poucas palavras o que ocorreu foi a socialização das perdas. Os banqueiros e afins ficarão com os lucros e o resto dos contribuintes americanos com a conta.

O pior é que tem economista, prêmio Nobel, aplaudindo o espetáculo e dizendo que ainda é pouco.

Marcadores

Economia (23) Brasil (20) Estado (20) desenvolvimento (14) Dilma (13) democracia (13) inflação (12) política (11) PIB (10) governo (10) investimentos (10) sugestão de leituras (9) BNDES (8) corrupção (8) crescimento (8) história econômica (8) moral (8) Capitalismo (7) Mantega (7) Petrobrás (7) liberdade (7) EUA (6) dívida (6) educação (6) gasto público (6) intervencionismo (6) rent-seeking (6) carga tributária (5) lei (5) produtividade (5) protecionismo (5) Adam Smith (4) Impeachment (4) Marx (4) Mercado (4) cidades (4) ciência (4) egoísta (4) eleições (4) impostos (4) liberalismo (4) projeção (4) socialismo (4) Caixa Econômica (3) China (3) Friedman (3) Lula (3) Manifestações (3) The Economist (3) capitalismo de compadrio (3) constituição (3) crise financeira (3) economia comportamental (3) filosofia (3) impunidade (3) instituições (3) mensalão (3) superávit primário (3) violência (3) Banco Central (2) Bancos (2) David Friedman (2) Eike Batsita (2) Estatal (2) Fernando Henrique (2) PT (2) Roberto Campos (2) américa latina (2) analfabeto (2) balança comercial (2) compadrio (2) comportamento (2) comércio (2) confiança (2) confisco (2) conjuntura (2) consumo (2) desenvolvimentismo (2) desregulamentação (2) economistas (2) filosofia moral (2) finanças (2) frases (2) gastos (2) imposto (2) juros (2) justiça (2) marcas (2) pessimismo (2) previdência social (2) preço (2) privatização (2) reformas (2) representatividade (2) serviço publico (2) welfare state (2) Ambev (1) André Lara Resende (1) Apple (1) BETO RICHA (1) Banco Mundial (1) Bastiat (1) Big Mac (1) Bill Gates (1) Cato Institute (1) Chaves (1) Cisne Negro (1) Coréia (1) Deirdre McCloskey (1) DÉBT (1) Energia (1) Estado do bem estar social (1) Europa (1) FED (1) FHC (1) FMI (1) Facebook (1) Forbes (1) França (1) G20 (1) Gasto (1) H.L Mencken (1) Hume (1) ICMS (1) IPCA (1) Ilusão (1) Joaquim Levy (1) Jornal Nacional (1) Keyenes (1) Keynes (1) Krugman (1) LRF (1) Leviatã (1) Lutero (1) MST (1) Malthus (1) Mansueto Almeida (1) Mercosul (1) Michael Huemer (1) Ministério (1) Miriam Leitão (1) México (1) Nature (1) Nelson Rodrigues (1) Oposição (1) PARANÁ (1) Pesca (1) Reeleição (1) Ricardo (1) Risco Brasil (1) Ronald Coase (1) SAE (1) Santa Maria (1) Schumpeter (1) Seguro Desemprego (1) Selic (1) Simonsen (1) Stanley Fischer (1) The Machinery of Freedom (1) Toqueville (1) Veja (1) Von Mises (1) Walter Williams (1) Watsapp (1) alienação (1) analfabetismo (1) apocalipse (1) assistencialismo (1) autoengano (1) bailout (1) bolsa família (1) causalidade (1) censura (1) cinema (1) comunismo (1) conformismo (1) consumismo (1) contas públicas (1) controle (1) correlação (1) costumes (1) cotas raciais (1) crime (1) crise (1) critérios de medição (1) crédito (1) cultura (1) custo brasil (1) desemprego (1) desperdício (1) dever moral (1) discriminação (1) discriminação pelo preço (1) discurso (1) débito (1) econometria (1) educação pública (1) eonomia (1) espirito animal (1) felicidade (1) filantropia (1) fiscal (1) fisiologismo (1) funcionário público (1) ganância (1) governo; Iron law (1) greve (1) gráficos (1) guerra dos portos (1) icc (1) idiota (1) ignorância (1) igualdade (1) imobilidade (1) imprensa livre (1) incentivos (1) indivíduo (1) ineficiência (1) inovação (1) instituição (1) intuição. (1) livre comércio (1) livre mercado (1) macroeconomia (1) matemática (1) miséria (1) moeda (1) monopólio (1) monopólio estatal (1) mão-de-obra (1) negócios (1) neurociência (1) nobel (1) obras públicas (1) orçamento (1) padrão ouro (1) planos de saúde (1) poder (1) poder de compra (1) político (1) povo (1) preços (1) prisão (1) professor (1) recompensa do fracasso (1) renda (1) representação (1) retórica (1) saúde (1) segurança (1) shared spaces (1) shopping centers (1) sociedade (1) sociologia (1) subsídio (1) totalitarismo (1) trabalho escravo (1) tragédia (1) transporte público (1) troca (1) trânsito (1) urna eletrônica (1) utilidade (1) utopia (1) viéses (1) voto (1) vídeos (1) xisto (1) óbvio (1)

Postagens populares