segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MAIS 4 ANOS PRA COMPLETAR O SERVIÇO

Depois de um período de ausência deste espaço tão visitado (são mais de 3 por dia), voltei pois não consegui deixar de registrar minha frustração pela escolha que nos foi imposta pela democracia brasileira no último domingo.

Nestas horas de aflição e até desespero eu me pergunto: Quem inventou esta forma de governo de merda chamado de democracia? Se um país qualquer for composto só de imbecis, como é que juntando eles para decidir algo pode sair algo diferente do que imbecilidades? Mas deixa pra lá porque nos dias que correm ela ainda é o "menos pior" que foi inventado para se governar um país. (imagine como os outros regimes não deveriam ser ?)

O fato é que foi concedido a Dilma mais 4 anos para ela completar o serviço de provar que o desenvolvimentismo deveria estar morto. Ressuscitando-o e mostrando seu repertório estatal-intervencionista ela deixará claro aos brasileiros porque ele nunca sequer deveria ter dado às caras por aqui. O estrago será grande, mas como qualquer criança que não escuta os pais, aprenderemos do pior jeito, o brasileiro é assim, tem que sentir na pele pra aprender. Foi assim com a inflação e foi assim com os planos econômicos heterodoxos, não serve a observação dos outros e tampouco os livros-textos, temos por aqui o péssimo hábito de passar pelo inferno pra constatarmos que ele é realmente quente.

Então preparem-se, aí vem o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, o aumento de impostos, a bolsa caindo, os valores de mercado de estatais derretendo, a gasolina e energia aumentando, maquiagens contábeis parte 2, contas públicas deficitária, BNDES e bancos públicos populistas, inflação na casa de 2 dígitos, dólar testando os R$ 3,00 e corrupção ganhando as manchetes de todos os jornais.

Tudo pode piorar ainda mais se o preço do petróleo continuar desabando (o novo normal já é abaixo dos U$ 100 o barril), se os EUA aumentar os juros, se a China continuar com crescimento minguado e se o acordo de livre comércio  EUA-Europa for assinado. Todas ocorrências altamente prováveis.

O PT inflige a si próprio um auto-engano digno de revolta, pois quem pagará a conta seremos todos nós. Para o governo e seus agentes a vitória nas urnas é  a convalidação do modelo. O que nos faz concluir que o mote da campanha - Governo Novo, Idéias Novas - era só mais uma das fraudes e mentiras extensamente praticadas ao longo do pleito pelo partido dos trabalhadores.

O estrago feito por Dilma e seus asseclas em seu quadriênio inicial não chegou aos rincões nordestinos, lá o Bolsa Família amortece a realidade recessiva que já está exposta ao sul do Jequitinhonha. É como um carro sem manutenção que continua rodando, primeiro vais as pastilhas de freio e o óleo, mas precisa de mais alguns quilômetros de estrada além do prazo para danificar o motor…mas um dia este dia chega e aí o problema é que o custo do conserto sai por um preço bem mais alto.

Dilma fez tudo que um presidente poderia fazer para não ser eleita (uma amostra disso você pode ler aqui, aqui, aqui e aqui), mas uma variável macro-econômica apenas foi suficiente para lhe assegurar os 2 pp mínimos para sua reeleição: o nível de emprego. O problema é que não é uma variável qualquer, é a mais tangível para a maior parte do eleitorado. Certamente se as eleições fossem em 2015, a inapetência da política econômica teria tido tempo de alcançar a esta última sigla e causar o revés nas urnas esperados pela lógica e pelo bom senso.

Tempos sombrios nos aguardam, só espero que ataques às instituições democráticas,  tais como imprensa livre, judiciário forte, ministério público independente e estabilidade da moeda não sejam ameaçadas a ponto de colocar em risco conquistas ainda mais caras e tão bravamente conseguidas pela geração de brasileiros que nos antecedeu.

Fiquemos vigilantes e preparados para quando acordarmos para a realidade possamos retomar o rumo da prosperidade e da ortodoxia que abandonamos desde que Palocci foi sacado da Fazenda.

sábado, 29 de março de 2014

A MAIOR DE TODAS AS INVENÇÕES

Pense nos atributos que uma invenção muito bem sucedida deva ter. Para facilitar o raciocínio vamos desenvolver o argumento de trás pra frente. Iremos descrever alguns atributos e refletir se eles fariam parte de um empreendimento de sucesso.


  • Possuir seguidores (clientes) que lhe adorem - com uma convicção quase que religiosa;
  • Render aos seus sócios, apoiadores e empregados fontes abundantes de riqueza;
  • Eliminar a concorrência;
  • Distribuir dividendos e salários independentemente da existência de lucro;
  • Ser a solução para os problemas que o próprio empreendimento cria, num ciclo de retroalimentação constante;
  • Poder obrigar as pessoas, a força se preciso for, a consumir, usar ou comprar seu produto;
  • Não se preocupar em cumprir regras, pois afinal de contas, elas são criadas pelos próprios dirigentes do empreendimento;
  • Ter acesso a matéria-prima e outros insumos de forma exclusiva ou prioritária e escolher o formato de extração e uso dos mesmos;
São vantagens avassaladoras e inimagináveis para qualquer tipo de negócio…menos para um específico: o Estado.

Ele foi criado em seus primórdios em sociedades pré-tribais para prover a um grupo de pessoas poder e recursos temporários em tempos de guerra. Em troca ele entregaria a administração da justiça, a organização de tarefas e estratégias de combate com o objetivo de defesa.

Esta entidade foi se aperfeiçoando e se legitimando através de teorias especialmente elaboradas para lhes justificar sua existência.

Atualmente a coisa ficou tão inscrutada nas mentes e corações que o simples fato de especular sobre sua existência, já garante ao seu autor adjetivos mais depreciativos do que àqueles atribuídos aos infiéis pela Santa Inquisição na idade média.

Não resta a menor dúvida portanto que a maior de todas as invenções produzidas pelo engenho humano seja conferido ao Estado. Não aquele Estado objeto de uma evolução natural e resultado da forma mais eficaz que as sociedades encontraram para se organizar. Mas o atual, que conseguiu pra si a imagem de intocável, insubstituível e senhor de todos os destinos de um povo.

terça-feira, 4 de março de 2014

O MUNDO É VERMELHO

A mais fria e pura verdade sobre o Capitalismo é que ele é um sistema gerador de perdedores.  Isto obviamente é uma fonte de inconformismo e de interpelações morais e dogmáticas.

O novo substituindo o ultrapassado, tecnologias mais eficientes realocando ou desempregando grandes quantidades de mão-de-obra e empreendedores inovadores causando falências de ramos inteiros de atividade. 


A este processo dinâmico de transformação o economista austríaco Joseph Schumpeter deu o nome de "destruição criativa". É ao mesmo tempo a característica que mais traz desenvolvimento e bem-estar a humanidade por um lado e a que mais recebe críticas por seu efeitos colaterais por outro lado.

O caixa de estacionamento que perde o emprego para a máquina automática, o estivador que perde o salário para a empilhadeira, o dono da empresa de autopeças que tem que fechar as portas por conta do concorrente chinês, o funcionário público que perde a estabilidade e pensão integral pela privatização da sua indústria, todos são perdedores que farão barulho e pressionarão seus representantes políticos para de alguma forma travar o processo.

Nos últimos 200 anos a ascensão do modelo de produção capitalista causou uma revolução nunca antes vista na história humana. Hoje grande parte do mundo ocidental (e cada vez mais em partes abrangentes da Asia) vive em condições materiais acima daquelas experimentadas por reis e imperadores da Idade média. Vive-se mais e melhor, trabalha-se menos, nenhum lugar do mundo esta fora do alcance dos nossos aviões ou dos nossos satélites de comunicação. Isto é fruto dos incentivos proporcionados pelas instituições caras ao modelo capitalista: propriedade privada, império da lei e livre comércio.

Mas o crescimento não ocorre de forma homogênea. Ele também não se preocupa com os   deficientes físicos, iletrados, idosos e todos aqueles que são produtivamente incapazes. Este contingente lutará para, ainda que não façam parte da geração de riqueza, ter sua cota na divisão da torta. O paradoxal é que a História já nos ensinou que mesmo para estes desafortunados nenhum outro modelo proporcionou-lhes melhor bem-estar.

Talvez o maior desafio do capitalismo nos dias que correm é de propaganda. Àqueles que advogam pela sua implantação, intensificação e espraiamento estão falhando fragosamente em fazer com que o público entenda os seus benefícios. Engana-se os que pensam que o socialismo é carta fora do baralho desde a queda do muro de Berlim. Ele apenas deixou de ter uma nação como modelo (vamos desconsiderar Cuba e Coréia do Norte) para ter modelos dentro de nações.

Socialismo  significa, entre outras coisas, criar órgãos políticos para fornecer bens e serviços que de outra forma seriam oferecidos de maneira privada no mercado. Previdência pública, saúde pública, educação pública, crédito subsidiado, empresas estatais, meia-entrada, bolsa família, benefício fiscal, cotas de importação, subsídios agrícolas, são todos exemplos descarados de socialismo.

Veja no mapa abaixo feito pela World Maps destacando em vermelho os países onde impera atualmente políticas socialistas e de azul àqueles que o livre mercado ainda sobrevive majoritariamente, para se ter uma idéia de como anda grave a situação daqueles que sonham um mundo livre.




Marcadores

Economia (23) Brasil (20) Estado (20) desenvolvimento (14) Dilma (13) democracia (13) inflação (12) política (11) PIB (10) governo (10) investimentos (10) sugestão de leituras (9) BNDES (8) corrupção (8) crescimento (8) história econômica (8) moral (8) Capitalismo (7) Mantega (7) Petrobrás (7) liberdade (7) EUA (6) dívida (6) educação (6) gasto público (6) intervencionismo (6) rent-seeking (6) carga tributária (5) lei (5) produtividade (5) protecionismo (5) Adam Smith (4) Impeachment (4) Marx (4) Mercado (4) cidades (4) ciência (4) egoísta (4) eleições (4) impostos (4) liberalismo (4) projeção (4) socialismo (4) Caixa Econômica (3) China (3) Friedman (3) Lula (3) Manifestações (3) The Economist (3) capitalismo de compadrio (3) constituição (3) crise financeira (3) economia comportamental (3) filosofia (3) impunidade (3) instituições (3) mensalão (3) superávit primário (3) violência (3) Banco Central (2) Bancos (2) David Friedman (2) Eike Batsita (2) Estatal (2) Fernando Henrique (2) PT (2) Roberto Campos (2) américa latina (2) analfabeto (2) balança comercial (2) compadrio (2) comportamento (2) comércio (2) confiança (2) confisco (2) conjuntura (2) consumo (2) desenvolvimentismo (2) desregulamentação (2) economistas (2) filosofia moral (2) finanças (2) frases (2) gastos (2) imposto (2) juros (2) justiça (2) marcas (2) pessimismo (2) previdência social (2) preço (2) privatização (2) reformas (2) representatividade (2) serviço publico (2) welfare state (2) Ambev (1) André Lara Resende (1) Apple (1) BETO RICHA (1) Banco Mundial (1) Bastiat (1) Big Mac (1) Bill Gates (1) Cato Institute (1) Chaves (1) Cisne Negro (1) Coréia (1) Deirdre McCloskey (1) DÉBT (1) Energia (1) Estado do bem estar social (1) Europa (1) FED (1) FHC (1) FMI (1) Facebook (1) Forbes (1) França (1) G20 (1) Gasto (1) H.L Mencken (1) Hume (1) ICMS (1) IPCA (1) Ilusão (1) Joaquim Levy (1) Jornal Nacional (1) Keyenes (1) Keynes (1) Krugman (1) LRF (1) Leviatã (1) Lutero (1) MST (1) Malthus (1) Mansueto Almeida (1) Mercosul (1) Michael Huemer (1) Ministério (1) Miriam Leitão (1) México (1) Nature (1) Nelson Rodrigues (1) Oposição (1) PARANÁ (1) Pesca (1) Reeleição (1) Ricardo (1) Risco Brasil (1) Ronald Coase (1) SAE (1) Santa Maria (1) Schumpeter (1) Seguro Desemprego (1) Selic (1) Simonsen (1) Stanley Fischer (1) The Machinery of Freedom (1) Toqueville (1) Veja (1) Von Mises (1) Walter Williams (1) Watsapp (1) alienação (1) analfabetismo (1) apocalipse (1) assistencialismo (1) autoengano (1) bailout (1) bolsa família (1) causalidade (1) censura (1) cinema (1) comunismo (1) conformismo (1) consumismo (1) contas públicas (1) controle (1) correlação (1) costumes (1) cotas raciais (1) crime (1) crise (1) critérios de medição (1) crédito (1) cultura (1) custo brasil (1) desemprego (1) desperdício (1) dever moral (1) discriminação (1) discriminação pelo preço (1) discurso (1) débito (1) econometria (1) educação pública (1) eonomia (1) espirito animal (1) felicidade (1) filantropia (1) fiscal (1) fisiologismo (1) funcionário público (1) ganância (1) governo; Iron law (1) greve (1) gráficos (1) guerra dos portos (1) icc (1) idiota (1) ignorância (1) igualdade (1) imobilidade (1) imprensa livre (1) incentivos (1) indivíduo (1) ineficiência (1) inovação (1) instituição (1) intuição. (1) livre comércio (1) livre mercado (1) macroeconomia (1) matemática (1) miséria (1) moeda (1) monopólio (1) monopólio estatal (1) mão-de-obra (1) negócios (1) neurociência (1) nobel (1) obras públicas (1) orçamento (1) padrão ouro (1) planos de saúde (1) poder (1) poder de compra (1) político (1) povo (1) preços (1) prisão (1) professor (1) recompensa do fracasso (1) renda (1) representação (1) retórica (1) saúde (1) segurança (1) shared spaces (1) shopping centers (1) sociedade (1) sociologia (1) subsídio (1) totalitarismo (1) trabalho escravo (1) tragédia (1) transporte público (1) troca (1) trânsito (1) urna eletrônica (1) utilidade (1) utopia (1) viéses (1) voto (1) vídeos (1) xisto (1) óbvio (1)

Postagens populares