quinta-feira, 7 de março de 2013

ATÉ NO JORNAL NACIONAL, MANTEGA !!!

Hoje assistindo ao Jornal Nacional, escuto nosso dileto ministro da Fazenda, Guido "pibinho" Mantega dizer que os serviços públicos são eficientes e que a bandeira desse governo é baixar a carga tributária como o fez em várias ocasiões ao longo de 2012.

O ministro já foi chamado atenção pela presidente Dilma para "maneirar" em suas declarações públicas - antes já havia dito que o aumento da gasolina e do diesel não incomodava ninguém e que projeções de bancos de investimento que apontavam crescimento de 1% no começo do ano passado só poderiam ser piada.

A carga tributária encerrou 2012 com um recorde histórico de 36,3% do PIB. O Governo licita portos, aeroportos e rodovias reconhecendo que não tem como gerenciá-los e nem dinheiro para modernizá-los, entrega lucro e produção decadentes na Petrobrás e esculhamba com o setor energético do país para vir no Jornal Nacional dizer que diminuiu imposto e que os serviços por ele prestado são eficientes ?? Depois vai reclamar que a imprensa, em especial a internacional, está pedindo sua cabeça...

Na mesma edição do telejornal é apresentada reportagem dando conta que apenas 10,3% dos jovens concluem o ensino médio sabendo matemática (dados de 2011), Português é um pouquinho melhor, 29%. Sendo que 2009 este números eram 11% e 29%, respectivamente. PIORAMOS. Ou seja, num país que quer estar entre as 5 maiores economias do mundo, 90% dos seus futuros profissionais que estão às portas do ensino superior sequer conseguem interpretar um gráfico ou fatorar um polinômio.

Ministro! Isto chama-se deficiência, e qualquer tentativa de desmentir ou negar esta realidade é o primeiro passo para continuar onde estamos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

CIDADES FANTASMAS CHINESAS

O crescimento chinês é dependente de altíssimas taxas de investimento. Nenhum outro país na história mobilizou um percentual tão grande do seu PIB para o investimento por tão longo período de tempo (por volta de 50% do PIB). O problema é que não há demanda para tanto, trem bala, ponte, prédios corporativos, apartamentos residenciais, estacionamentos, rodovias, shoppings, ônibus, parques, etc,...

Veja o resultado em algumas das fotos abaixo: as chamadas cidades-fantasmas.

Zhenhzhou China ghost cities

Zhenhzhou China ghost cities



Zhenhzhou China ghost cities

domingo, 3 de março de 2013

NO BRASIL GRAFA-SE ESTADO COM "E" MAIÚSCULO

A escrita de um povo é um traço cultural, através de sua língua e grafia enxerga-se muito de sua identidade.

No Brasil o Aurélio e demais dicionários da língua portuguesa manda grafar Estado - significando país - com "E" maíusculo. Já nos EUA e demais povos de língua inglesa grafa-se state - com "s"minúsculo. Lá maiúsculo é o Eu (lembra do verbo to be ? I am) que se capitula sempre em qualquer parte do texto.
Já havia parado para pensar sobre isto ?

Para maior reflexão do significado, transcrevo abaixo na íntegra o texto de Veja da edição nr 1999 de 14 de março de 2007 na parte da Carta ao leitor.


Carta ao leitor
Uma questão de estado
A partir desta edição VEJA passará a grafar a palavra estado com letra minúscula. Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula. Os dicionaristas aconselham o uso de capitular quando a palavra for usada na acepção de "nação politicamente organizada", como prescreve oAurélio. Seu rival Houaiss também assevera que estado nesse sentido se grafa com maiúscula. Vale a pena contrariá-los.

Escrever estado com inicial maiúscula, quando cidadão ou contribuinte vão assim mesmo, em minúsculas, é uma deformação típica mas não exclusivamente brasileira. Os franceses, estado-dependentes, adoradores de seu generoso cofre nacional, escrevem "État". Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam "state".

Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas. O escocês Adam Smith (1723-1790) nunca escreveu a palavra capitalismo. O inglês Thomas Hobbes (1588-1679) não utilizou a palavra estado. Ambos, porém, são associados a esses termos. Smith, autor de A Riqueza das Nações, como o primeiro pensador a explicar o funcionamento da economia capitalista. Hobbes, com seu Leviatã, como pioneiro na denúncia do estado pantagruélico. Foi, na verdade, defensor de uma instituição capaz de livrar a sociedade do estado permanente de guerra entre os indivíduos, uma "entidade soberana" – em minúsculas, recomendava Hobbes, que escrevia Lei sempre com capitular.

Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se "Eu" sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): "Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos".

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